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Flávio Bolsonaro terras raras
Flávio Bolsonaro em seu discurso subalterno, entreguista e traidor no evento neofascista dos EUA. Foto: Reprodução Twitter
BRASIL

Flávio Bolsonaro promete terras raras aos EUA

Em troca, ele pede "pressão" sobre eleições presidenciais

A passagem de Flávio Bolsonaro por um evento da extrema direita nos Estados Unidos abriu mais uma frente de escândalo político e diplomático. Em vez de defender os interesses do Brasil, o senador voltou a sinalizar alinhamento automático com Donald Trump e com o projeto neofascista de Washington, agora envolvendo um tema sensível e estratégico: as terras raras, minerais essenciais para a indústria tecnológica e militar.

“O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”, declarou o filho do golpsta condenado.

No discurso subserviente e subalterno, ele pediu abertamente “pressão” sobre as eleições presidenciais brasileiras, marcadas para outubro. É um flerte com o golpismo sob o qual o próprio pai cumpre pena de 27 anos de cadeia.

O filho do condenado afirmou que “neste momento, a América ainda depende da China por cerca de 70% das importações de terras raras — e a China controla 70% da mineração global e mais de 90% do refino e processamento”.

Flávio Bolsonaro também disse que “terras raras são essenciais para processadores de computador, a revolução da IA que está transformando nosso mundo, e o magnífico equipamento de defesa americano que impressiona o mundo. Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana se torna impossível, e a produção dos sistemas militares avançados que mantêm a superioridade americana cai nas mãos de adversários”.

“Sem eles, a revolução tecnológica da América para, e a segurança nacional se torna vulnerável”, prosseguiu, assumindo a defesa dos interesses do país de Donald Trump.

O discurso é grave porque toca no coração da soberania nacional. As terras raras não são uma commodity qualquer. Elas estão na base da produção de chips, baterias, equipamentos de defesa, sistemas de inteligência artificial e uma série de tecnologias de alto valor agregado.

Quando um político brasileiro trata esse patrimônio como peça de barganha com os Estados Unidos, o gesto deixa de ser apenas subserviência ideológica e passa a soar como entrega de riqueza estratégica.

O Brasil como alvo da cobiça estrangeira

No evento, Flávio Bolsonaro reforçou a ideia de que o Brasil pode virar plataforma para os interesses dos EUA na disputa global por minerais críticos. A fala se encaixa numa tradição já conhecida do bolsonarismo: transformar o país em área de influência de uma potência estrangeira, enquanto posa de defensor da pátria em solo doméstico.

A família Bolsonaro se apresenta como patriota quando convém no palanque interno, mas recorre a aliados externos sempre que precisa atacar instituições brasileiras, pressionar o Judiciário ou abrir espaço para interesses alheios ao país.

A questão ganha ainda mais peso quando se lembra o histórico recente.

Eduardo Bolsonaro se exilou nos EUA e conspirou abertamente contra o Brasil. Pedindo que aquele país intervisse no julgamento de Jair Bolsonaro, conseguiu num primeiro momento fazer com que o governo estrangeiro fixasse taxas contra as exportações do Brasil. O plano não durou muito e desmorou em semanas, mas serviu para mostrar quem é essa gente.


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