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BRASIL

A pena do crime de traição é o desprezo eterno

Jair e Eduardo Bolsonaro tramaram contra o próprio país para forçar o perdão ao crime de golpe de Estado. Jamais serão perdoados por isso

A traição revela-se como um estigma perene na tapeçaria da história, imprimindo uma marca indelével na memória coletiva e condenando seus autores a um desprezo quase eterno. Recentemente, atos de figuras contemporâneas reacenderam essa discussão. Jair Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, deliberadamente articularam junto à maior potência militar estrangeira a impor sanções econômicas contra o Brasil.

O objetivo, alegam, seria desestabilizar o país e obstruir processos judiciais internos. Essa conduta evoca a sombra da traição à pátria, inserindo- os num panteão infame de deslealdade histórica que ecoa o legado de Judas Iscariotes.

Por trinta moedas de prata, o discípulo entregou Jesus Cristo, solidificando-se como o arquétipo universal da perfídia, um símbolo que atravessa milênios e culturas. Na Roma Antiga, Marcus Junius Brutus, outrora confidente de Júlio César, participou de sua conspiração e assassinato. A emblemática frase “Até tu, Brutus?” eternizou a dor da traição vinda de um amigo, cravando o nome de Brutus na infâmia.

No cenário brasileiro, exemplos igualmente pungentes emergem. Domingos Fernandes Calabar, no século XVII, aliou-se aos invasores holandeses em Pernambuco, tornando-se sinônimo de traição nacional, um nome maldito. Séculos depois, Joaquim Silvério dos Reis denunciou os planos da Inconfidência Mineira às autoridades portuguesas, enviando Tiradentes à forca em troca de benefícios pessoais. Sua memória está indissociavelmente ligada à perfídia.

Esses casos, que abrangem desde o passado remoto até os dilemas do presente, reforçam um padrão inegável: a traição não apenas fere indivíduos, mas abala as estruturas sociais e políticas de uma nação. A memória coletiva, implacável, condena os traidores, perpetuando seus nomes como advertências constantes sobre as consequências da deslealdade. Assim, a história insiste: a traição deixa cicatrizes profundas e duradouras, que não são esquecidas pelos séculos e milênios que virão.

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