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Bolsonaro na Papudinha
Ministra Gleisi Hoffmann: "Vendilhões da Pátria!". Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
BRASIL

Bolsonarismo nos EUA pede pressão sobre o Brasil

Eduardo faz vídeo para o pai e pode violar restrição judicial

A passagem de Eduardo e Flávio Bolsonaro pela CPAC — um evento de lunáticos da extrema direita, nos Estados Unidos — escancarou mais uma vez a disposição da família em tratar interesses estrangeiros contra o Brasil como prioridade política. Enquanto Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, os filhos correram para um evento da extrema-direita americana para repetir o velho roteiro de submissão a Donald Trump e de ataque às instituições brasileiras.

No centro da crise está uma contradição que a própria família produziu. Eduardo Bolsonaro participou do evento e gravou um vídeo para mostrar ao pai o que acontecia por lá, apesar das restrições judiciais impostas ao ex-presidente. Se o conteúdo foi mesmo repassado a Jair Bolsonaro, o episódio pode ter consequências jurídicas como o inevitável retorno ao regime fechado, só que mais rápido do que os 90 dias estabelecidos pelo juiz do cumprimento da pena, Alexandre de Moraes.

Subserviência a Trump, ataque ao Brasil

A ministra Gleisi Hoffmann reagiu com dureza ao novo episódio de golpismo dos Bolsonaros. Ao comentar a presença dos dois na conferência conservadora, chamou Eduardo e Flávio Bolsonaro de “vendilhões da pátria” e acusou a dupla de fazer “juras de subserviência a Donald Trump”. A crítica não foi apenas retórica. Ela apontou a lógica política de quem, em vez de defender o Brasil, tenta usar a pressão externa como arma contra o próprio país.

Flávio foi ainda mais longe no evento realizado no Texas. Ele pediu que os Estados Unidos exerçam pressão diplomática sobre o Brasil nas eleições de 2026 e disse que o processo eleitoral deveria seguir “valores de origem americana”. Em outras palavras, defendeu que a potência estrangeira se envolva no jogo político brasileiro.

O senador também repetiu a narrativa de que Jair Bolsonaro estaria preso por perseguição política e falou em “lawfare”. Ao mesmo tempo, acusou a administração Biden de interferência nas eleições brasileiras, sem apresentar provas. O discurso reforça uma estratégia já conhecida: deslegitimar a democracia brasileira e buscar tutela externa para sustentar a extrema-direita local.

Papudinha, Trump e o projeto bolsonarista

Jair Bolsonaro, condenado e em prisão domiciliar, virou peça central dessa encenação. A ida de Eduardo à CPAC e a fala de Flávio mostram que a família não está apenas defendendo o pai. Está tentando manter vivo um projeto político baseado em confronto, submissão a Trump e desprezo pelas instituições nacionais.

Enquanto Bolsonaro tenta sobreviver politicamente da Papudinha para a prisão domiciliar, os filhos operam nos Estados Unidos para internacionalizar a crise brasileira, mobilizar a extrema-direita e transformar o país em alvo de interferência estrangeira.

No fim, a cena fala por si. A família que vende patriotismo atua como correia de transmissão de interesses externos. E faz isso justamente quando o Brasil precisa defender sua soberania contra a extrema-direita global que ela mesma escolheu servir.

Toma que é tua, Tio Sam

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reafirmou seu entreguismo ao dizer que o Brasil será “campo de batalha” na disputa por minerais críticos e apontou o país como peça-chave para os EUA reduzirem a dependência da China em terras raras.

“O Brasil vai ser o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido, porque o Brasil é a solução dos EUA para quebrar a dependência da China por minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”, declarou.

No discurso subserviente aos interesses do Tio Sam, ele afirmou que “neste momento, a América ainda depende da China por cerca de 70% das importações de terras raras — e a China controla 70% da mineração global e mais de 90% do refino e processamento”.

Flávio Bolsonaro também disse que “terras raras são essenciais para processadores de computador, a revolução da IA que está transformando nosso mundo, e o magnífico equipamento de defesa americano que impressiona o mundo. Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana se torna impossível, e a produção dos sistemas militares avançados que mantêm a superioridade americana cai nas mãos de adversários”.

“Sem eles, a revolução tecnológica da América para, e a segurança nacional se torna vulnerável”, prosseguiu, assumindo a defesa dos interesses do país de Donald Trump. “E quando a América se torna vulnerável, todo o mundo livre se torna vulnerável”.

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