O Irã não só ignora o prazo estabelecido por Donald Trump, como avisa que o Estreito de Ormuz agora opera segundo novas regras. A posição foi reafirmada nesta segunda-feira (6), quando autoridades iranianas indicaram que o estreito não voltará ao status anterior e que qualquer discussão sobre trânsito marítimo terá de considerar um novo arranjo imposto por Teerã e por Omã.
A resposta enterra a bravata de Trump, que havia dado um ultimato para a reabertura da rota estratégica e ameaçado lançar “o inferno” sobre o Irã caso a ordem não fosse obedecida. O gesto, típico da política externa norte-americana, tenta converter uma disputa geopolítica em teatro de intimidação. Mas, desta vez, a pressão pública não produziu recuo. Produziu, ao contrário, uma declaração aberta de ruptura com o modelo anterior de circulação no estreito, por onde trafega 20% do petróleo mundial.
Novo regime para uma rota vital
Ormuz é um dos principais corredores do petróleo global. Qualquer mudança em suas regras de passagem afeta preços, fretes, abastecimento e segurança marítima em escala global. Por isso, o anúncio iraniano não é apenas uma resposta militar ou diplomática. É uma mensagem econômica: o fluxo de energia e mercadorias não será tratado como assunto subordinado aos interesses de Washington.
O Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás do planeta, está fechado desde o início da agressão dos EUA/Israel contra o Irã, só sendo permitida a passagem de navios autorizados por Teerã.
Acordo distante
Um documento com 15 pontos tem circulado como proposta de Trump para o fim da guerra, o que inclui o fim do programa nuclear pacífico do Irã, até o desmantelamento do seu programa balístico.Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (7), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as propostas estadunidenses, consideradas “altamente excessivas e incomuns, além de ilógicas”.
“Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado. Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado”, disse Akraminia, segundo agência iraniana Tasnim.
Ataques iranianos e retaliações
“Caso os ataques a alvos civis se repitam, a próxima fase de nossas operações ofensivas e retaliatórias será realizada com intensidade e abrangência muito maiores, e as perdas e os danos sofridos pelo inimigo, caso persista nessa abordagem, serão multiplicados muitas vezes”, afirmou o porta-voz iraniano.
Chefe de inteligência
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