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Estreito de Ormuz
Frota da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã protege a entrada do Estreito de Ormuz. Foto: Reprodução vídeo Instagram
GEOPOLÍTICA

Irã desafia Trump e muda regras do Estreito de Ormuz

Teerã diz que o estreito jamais voltará ao status anterior

O Irã não só ignora o prazo estabelecido por Donald Trump, como avisa que o Estreito de Ormuz agora opera segundo novas regras. A posição foi reafirmada nesta segunda-feira (6), quando autoridades iranianas indicaram que o estreito não voltará ao status anterior e que qualquer discussão sobre trânsito marítimo terá de considerar um novo arranjo imposto por Teerã e por Omã.

A resposta enterra a bravata de Trump, que havia dado um ultimato para a reabertura da rota estratégica e ameaçado lançar “o inferno” sobre o Irã caso a ordem não fosse obedecida. O gesto, típico da política externa norte-americana, tenta converter uma disputa geopolítica em teatro de intimidação. Mas, desta vez, a pressão pública não produziu recuo. Produziu, ao contrário, uma declaração aberta de ruptura com o modelo anterior de circulação no estreito, por onde trafega 20% do petróleo mundial.

Novo regime para uma rota vital

Ormuz é um dos principais corredores do petróleo global. Qualquer mudança em suas regras de passagem afeta preços, fretes, abastecimento e segurança marítima em escala global. Por isso, o anúncio iraniano não é apenas uma resposta militar ou diplomática. É uma mensagem econômica: o fluxo de energia e mercadorias não será tratado como assunto subordinado aos interesses de Washington.

O Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás do planeta, está fechado desde o início da agressão dos EUA/Israel contra o Irã, só sendo permitida a passagem de navios autorizados por Teerã.

O Estreito de Ormuz, por onde transitam cerca de 20% do petróleo e gás do planeta, está fechado desde o início da agressão dos EUA/Israel contra o Irã, só sendo permitida a passagem de navios autorizados por Teerã.

Acordo distante

Um documento com 15 pontos tem circulado como proposta de Trump para o fim da guerra, o que inclui o fim do programa nuclear pacífico do Irã, até o desmantelamento do seu programa balístico.Em coletiva de imprensa, nesta segunda-feira (7), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, rejeitou as propostas estadunidenses, consideradas “altamente excessivas e incomuns, além de ilógicas”.

O Irã tem exigido compensação financeira pelos danos causados pelos ataques; a saída definitiva das bases militares dos Estados Unidos (EUA) da região, além de um fim definitivo da guerra, o que incluiria as frentes de combate no Líbano e na Faixa de Gaza.
O porta-voz do Exército iraniano, brigadeiro-general Mohammad Akraminia, em comunicado publicado nesta segunda-feira, disse que é necessário levar o inimigo a um “arrependimento genuíno para evitar a repetição da guerra no futuro”.
“Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado. Declaramos categoricamente que o inimigo falhou nesta fase da guerra em alcançar seus objetivos e foi derrotado”, disse Akraminia, segundo agência iraniana Tasnim.

Ataques iranianos e retaliações

Em mais um vídeo publicado hoje, o porta-voz do Quartel-General Khatam al-Anbiya, Ibrahim Zulfiqari, anunciou os alvos da 98ª onda de ataques do Irã contra instalações ligadas à Israel e EUA no Oriente Médio.Segundo o porta-voz da Guarda Revolucionária (IRGC), foram alvejados um navio porta-contêineres SDN&, além de “locais estratégicos” em Tel Aviv. Haifa, Be’er Sheva e Bat Hafer, em Israel.
Zulfiqari acrescentou que quaisquer ataques a alvos civis seriam respondidos com múltiplas medidas contra os interesses do inimigo em qualquer ponto da região.
“Caso os ataques a alvos civis se repitam, a próxima fase de nossas operações ofensivas e retaliatórias será realizada com intensidade e abrangência muito maiores, e as perdas e os danos sofridos pelo inimigo, caso persista nessa abordagem, serão multiplicados muitas vezes”, afirmou o porta-voz iraniano.

Chefe de inteligência

O Irã confirmou o assassinato de mais um alto dirigente militar do país. Dessa vez, o chefe da inteligência da IRGC, brigadeiro-general Seyed Majid Khademi, foi morto em um ataque aéreo israelense em Teerã.


Veja o vídeo📺

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