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crise no Irã
O neofascista Donald Trump. Foto: Reprodução Redes Sociais
GEOPOLÍTICA

“Uma civilização morrerá esta noite”, grasna o fascista

Na ONU, China e Rússia saem em defesa do Irã

O presidente neofascista dos EUA, Donald Trump, publicou nas redes sociais uma ameaça direta a todos os iranianos vivos: “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”. A mensagem foi divulgada no dia em que expira o ultimato imposto por Washington a Teerã, em meio à guerra que envolve a aliança neofascista (Estados Unidos e Israel) contra o país persa.

A retórica de Trump foi além da intimidação diplomática. O neofascista disse que não queria a destruição, mas que ela “provavelmente acontecerá”, e ainda acenou com a ideia de uma “mudança de regime completa e total” no Irã.
Ao mesmo tempo, o governo americano manteve a pressão militar e confirmou ataques contra a ilha de Kharg, área estratégica da infraestrutura petrolífera iraniana. O Irã respondeu afirmando que “o poder da cultura, da lógica e da fé” prevalecerá sobre a “força bruta”.

Tensão sobe no Conselho da ONU

No campo diplomático, China e Rússia travaram uma resolução apresentada ao Conselho de Segurança da ONU para abrir o Estreito de Ormuz. A proposta tinha apoio de Estados Unidos, França e Reino Unido, mas foi vetada pelos dois países. O texto havia sido suavizado várias vezes para tentar reduzir resistências, mas ainda assim fracassou.

Na prática, Pequim e Moscou deixaram claro que não aceitariam dar cobertura política a uma ofensiva alinhada aos interesses de Washington. A resolução chegou a propor “esforços de natureza defensiva” para garantir a navegação, depois de uma versão inicial autorizar uso da força. O gesto diplomático foi uma forma de marcar posição contra uma nova aventura militar travestida de defesa da ordem internacional.

Petróleo dispara e guerra se espalha

O mercado sentiu o impacto imediato. O preço do petróleo disparou e se aproximou de US$ 110 por barril, refletindo o temor de interrupção no fluxo global de energia. O Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do gás natural consumidos no mundo, segue como ponto mais sensível da crise.

A escalada também ganhou novos alvos. O Irã retaliou contra uma petroquímica na Arábia Saudita e prometeu suspender restrições antes aplicadas na escolha dos alvos. A Guarda Revolucionária Islâmica afirmou que, a partir de agora, “todas essas considerações foram eliminadas”. É a linguagem de uma guerra que já ameaça a economia mundial e expõe, com crueza, o papel destrutivo do imperialismo na região.

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