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retaliação do Irã
Fumaça vista ao longe na ilha iraniana de Lavan: ataque desta manhã sabota o cessar-fogo aceito ontem a noite pelos EUA. Foto: Reprodução Redes Sociais
GEOPOLÍTICA

EUA e Israel rompem trégua. Irã reage e fecha Ormuz

Guarda Revolucionária retoma controle do Estreito de Ormuz

O cessar-fogo aceito ontem a noite foi rompido hoje de manhã por Estados Unidos e Israel, e o Irã passou a responder à nova escalada com medidas de retaliação em legítima autodefesa. A ruptura reacendeu a crise no Oriente Médio e recolocou o Estreito de Ormuz no centro da disputa.

Segundo autoridades iranianas, os ataques contra as ilhas de Lavan e Siri, em território iraniano, representaram uma nova violação da trégua. O presidente Masoud Pezeshkian afirmou que o país não ficaria inerte diante da agressão e indicou que qualquer resposta seria proporcional ao ataque sofrido. Para Teerã, não se trata de escalada gratuita, mas de reação a uma ofensiva iniciada pelo eixo neofascista EUA-Israel.

Ormuz volta a ser alvo de disputa

Com a retomada das hostilidades, o Irã voltou a endurecer a posição sobre a navegação no estreito. A passagem, por onde circula uma fatia decisiva do petróleo mundial, tornou-se novamente ponto de pressão militar e econômica. A cada nova investida de Washington e Tel Aviv, cresce o risco de desorganização no comércio internacional e de aumento no preço da energia.

A trégua, já frágil, desmoronou sob o peso das operações militares e da recusa das potências ocidentais em recuar. Do lado iraniano, a leitura é de que não há qualquer compromisso a preservar quando o outro lado rompe o acordo e mantém a ofensiva.

Reação iraniana expõe a escalada imperial

A resposta de Teerã também expõe a assimetria do conflito. Enquanto Estados Unidos e Israel ampliam a pressão sobre o Irã, tentam apresentar sua própria agressão como ação defensiva. O governo iraniano, por sua vez, esclarece que age para proteger seu território, sua infraestrutura e sua população.

Além dos ataques no Irã, ainda não reclamados nem pelos EUA nem por Israel. o governo sionista  manteve ofensivas no Líbano abertamente. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, alegou que o cessar-fogo não se aplica ao Líbano. A posição diverge da mediação conduzida pelo Paquistão, que incluiu o território no acordo.

De acordo com o Ministério da Saúde libanês, os ataques israelenses deixaram 254 mortos nesta quarta, com possibilidade de aumento no número de vítimas. A ofensiva foi descrita como a mais intensa desde o início do conflito com o Hezbollah.

O governo iraniano declarou que pretende “punir” Israel pelos “ataques ao Hezbollah que violaram a trégua” e informou que suas forças já estão “identificando alvos para responder aos ataques desta quarta”, segundo agências estatais.

O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, acusou Israel de atingir áreas densamente povoadas e pediu a liberação das ruas de Beirute para facilitar o atendimento de feridos. O país enfrenta uma crise humanitária agravada desde a retomada dos confrontos em março.

Paralelamente, países do Golfo relataram novos ataques iranianos após a trégua. Autoridades do Catar informaram interceptações de projéteis, enquanto fontes sauditas apontaram danos a infraestrutura petrolífera.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, pediu que todas as partes respeitem o acordo.

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