Teerã — O Irã elevou o tom contra os Estados Unidos neste domingo (19), após a apreensão do navio cargueiro iraniano Touska perto do Estreito de Ormuz. Segundo o presidente neofacista dos EUA, Donald Trump, forças americanas interceptaram a embarcação no golfo de Omã depois de ela tentar furar o bloqueio naval ilegal imposto contra portos iranianos. O Touska foi atingido por um destróier de mísseis guiados antes de ser abordado por fuzileiros navais.
Do lado iraniano, a leitura é outra. Autoridades em Teerã afirmaram que os Estados Unidos violaram o cessar-fogo e praticaram uma agressão marítima contra um navio comercial que seguia da China para o Irã. A imprensa estatal também relacionou a ação ao bloqueio imposto por Washington e disse que o Irã responderá àquilo que classificou como “roubo marítimo” e ataque armado.
“Devido à violação das condições do cessar-fogo e ao fato de o adversário americano não ter suspendido o bloqueio naval aos navios e portos iranianos, o Estreito de Ormuz foi fechado a partir desta noite até que esse bloqueio seja removido”, disse a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC).
No início do domingo, a agência de notícias Tasnim informou que as Forças Armadas iranianas interceptaram dois petroleiros navegando sob as bandeiras de Botsuana e Angola no Estreito de Ormuz e os fizeram retornar.
Ataque contra o povo iraniano
A disputa em Ormuz expõe mais uma vez o peso da política de força dos EUA sobre uma rota por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo. O bloqueio naval e a tentativa de controlar o tráfego marítimo são uma forma absurda, ilegal e criminosa de tentar pressionar o abastecimento interno e a economia iraniana e ameaçam ampliar a crise regional, enquanto Washington insiste em manter a coerção como método de negociação.






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