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GEOPOLÍTICA

Trump financia saque de terras raras do Brasil

Serra Verde vendida aos EUA em guerra comercial

Depois da promessa de entregar tudo assinada por Ronaldo Caiado no cargo de governador — num ato flagrantemente inconstitucional –, uma mineradora americana, bancada pelo governo Trump, comprou a Serra Verde, única produtora de terras raras fora da Ásia, em Goiás. O negócio, de 20 de abril de 2026, soma US$ 2,8 bilhões em dinheiro e ações. A USA Rare Earth pagará US$ 300 milhões à vista e emitirá 126,9 milhões de ações novas. Fechamento previsto para o terceiro trimestre. Motivo? Disputa com a China por minérios vitais para chips, mísseis e carros elétricos – terras raras, esses “petróleo moderno” que o Brasil entrega de bandeja.

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Terras raras são 17 elementos químicos raros e caros, essenciais para tecnologia high-tech. Sem eles, adeus smartphones, turbinas eólicas, baterias e armas nucleares. A China domina 90% da produção global. Trump, obcecado por “América First”, injetou US$ 1,6 bilhão em janeiro na USA Rare Earth: US$ 1,3 bilhão em empréstimo do Departamento de Comércio e US$ 277 milhões federais.
Washington agora tem 10% da empresa. Howard Lutnick, secretário de Comércio, posou de herói: “Cadeias resilientes, longe de estrangeiros”. Fora da China, dentro do quintal brasileiro.

A Serra Verde, em Pela Ema (Goiás), firmou contrato de 15 anos para entregar 100% da produção inicial a uma sociedade especial, financiada por EUA e privados. Trump já paquerou Lula para aliança anti-China, com vendas preferenciais aos gringos. Brasília recusou – ou piscou? Histórico: desde 2010, fundos yankees (Denham Capital) e britânicos (Vision Blue) mandam, com chineses comprando até 2028. Em 2025, mais US$ 565 milhões do Pentágono.

Conflitos fedorentos e soberania zero

Democratas cheiraram podre. Zoe Lofgren, deputada, detonou em carta de 10 páginas: “Conflito pessoal enorme, Lutnick promove filhos na Cantor Fitzgerald, intermediária do negócio”. Elizabeth Warren e cia. cobraram: “Investimentos sem conflitos, por mérito”. Lutnick, com família no esquema, usa dólares públicos para enriquecer a elite.

Trabalhadores goianos suam na lama, elites yankees lucram. Brasil exporta minério bruto, sem indústria local. Soberania? Piada. O imperialismo Trump devora recursos sul-americanos, enquanto Lula assiste. Cadê royalties nacionais, taxação de lucros fugidios?

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