O instituto AtlasIntel, que ostenta o título de mais preciso do mundo em mais de cem eleições, resolveu dar uma aula de metodologia científica ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques. Em nota técnica divulgada nesta segunda-feira (8), o instituto rebateu a mordaça imposta pelo magistrado e explicou o óbvio: o áudio em que Flávio Bolsonaro (PL-RJ) implora por uma “luz” financeira ao banqueiro Daniel Vorcaro só era exibido aos participantes após o encerramento definitivo do questionário eleitoral. Ou seja, a queda de seis pontos do senador nas pesquisas não foi “indução”, foi apenas a realidade batendo à porta.
A suspensão da pesquisa, determinada por Nunes Marques a pedido do Partido Liberal (PL), é o retrato fiel do “Hondurasgate” à brasileira. O ministro alegou que o uso do áudio sobre o escândalo do Banco Master comprometia a “neutralidade” do levantamento. No entanto, a AtlasIntel esclareceu que os entrevistados eram redirecionados para uma página separada, a ferramenta Atlas VRC, apenas para medir reações em tempo real ao conteúdo audiovisual — sem qualquer possibilidade de alterar as respostas dadas anteriormente sobre a intenção de voto.
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O medo da própria voz e a queda nas pesquisas
O desespero de Flávio Bolsonaro tem explicação matemática. O levantamento censurado indicava que o “01” derreteu seis pontos percentuais na disputa contra o presidente Lula após a divulgação da sua promiscuidade financeira com Vorcaro para financiar o filme Dark Horse. Para o clã Bolsonaro, a verdade é uma “conotação negativa”. O senador e seu partido alegaram ao TSE que termos como “esquema de fraudes financeiras” eram ofensivos. Pelo visto, para a extrema direita, o crime não é a fraude, mas sim dar nome aos bois.
Nunes Marques, o ministro “terrivelmente” alinhado aos interesses de quem o indicou, ignorou o rigor científico da AtlasIntel para abraçar a tese da perseguição. Ele observou, com uma lupa seletiva, que outras 27 pesquisas do instituto não usaram recursos audiovisuais. O que o ministro esqueceu de mencionar é que nas pesquisas anteriores não havia um áudio de um dos candidatos confraternizando com um banqueiro corrupto….
A mordaça serve apenas para criar um vácuo de informação onde as milícias digitais do “Projeto Júpiter” possam operar sem o incômodo dos fatos.
A precisão global contra a mordaça local
Andrei Roman, CEO da AtlasIntel, foi enfático ao defender a imparcialidade do instituto, lembrando que foram os únicos a prever a vitória da direita na Colômbia recentemente.
“A AtlasIntel pauta seu trabalho pela imparcialidade, rigor científico e precisão”, afirmou.
O recado é nítido: o instituto não precisa induzir ninguém; o histórico de Flávio Bolsonaro com o Escritório do Crime e o Banco Master já faz esse trabalho sozinho.




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