Israel sabotou deliberadamente o cessar-fogo e impediu qualquer acordo para o fim da guerra contra o Irã ao invadir novas cidades no sul da Síria. A manobra militar, acobertada pelos Estados Unidos, comprova que o regime sionista nunca teve a intenção de pacificar o Oriente Médio, utilizando a diplomacia apenas como cortina de fumaça para expandir sua agressão territorial e asfixiar o Eixo da Resistência.
O Exército de Tel Aviv instalou postos de controle e obstruiu a circulação de moradores nas cidades de Ma’ariya e al-Arda, na bacia do rio Yarmouk, na zona rural oeste de Daraa, segundo a agência de notícias oficial SANA, citando uma autoridade local.
O governo iraniano foi categórico ao declarar que os recentes ataques coordenados por Washington e Tel Aviv tornaram a trégua “sem efeito”. A diplomacia de fachada promovida pelo Ocidente serviu apenas para ganhar tempo enquanto as forças israelenses preparavam uma nova frente de batalha. Ao invadir o território sírio, Israel rasga o direito internacional e demonstra que seu único objetivo é a anexação e o terrorismo de Estado.
A invasão no sul da Síria faz parte de uma estratégia calculada para cortar as linhas de suprimento e enfraquecer a solidariedade entre os povos árabes que resistem ao neofascismo. O Estado sionista, incapaz de derrotar militarmente a resistência no Líbano e em Gaza, tenta espalhar o caos regional para forçar uma intervenção direta e em larga escala dos Estados Unidos contra Teerã.
A hipocrisia do acordo de paz
A sabotagem do cessar-fogo expõe a verdadeira face da aliança entre os Estados Unidos e Israel. Enquanto a grande mídia ocidental tenta culpar o Irã pela instabilidade, os fatos mostram quem realmente lucra com a guerra. A expansão do conflito para a Síria atende aos interesses do complexo industrial-militar norte-americano e ao projeto expansionista de Israel, que se recusa a aceitar qualquer limite às suas ambições territoriais.
O Eixo da Resistência, no entanto, não se dobra às chantagens. A declaração do Irã de que o acordo perdeu a validade é um aviso claro: a agressão sionista não ficará sem resposta. Ao escolher a guerra e a invasão, Israel e seus financiadores em Washington assinam a própria condenação, aprofundando o isolamento político e moral do imperialismo no cenário global.





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