Dólar
R$ 5.15 Subiu
Euro
5.899 Subiu
Brasília
16°C 26°C 16°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

violência política em Copacabana
Mauro Rocha, 69 anos, ficou com ematomas e escoriações no rosto. Foto: Reprodução
VIDA

Petista católico agredido por bolsonaristas evangélicos

Mauro Rocha, de 69 anos, foi atacado em frente à sua casa

O bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi palco de uma cena que mistura o pior do fundamentalismo religioso com o ódio político que a extrema direita cultiva. Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa, um militante petista e católico de 69 anos, foi brutalmente espancado em frente à sua residência por um grupo de bolsonaristas evangélicos. O crime, ocorrido na noite da última quinta-feira (11), não foi um assalto, mas uma “expedição punitiva” motivada por adesivos políticos e pela intolerância de quem confunde oração com agressão. Enquanto os agressores gritavam o nome do “mito”, a vítima, indefesa, sentia na pele o peso do “amor cristão” que essa turma prega nos trios elétricos.

Segundo o prontuário médico da unidade MedSênior, Mauro deu entrada com múltiplas escoriações na face, cefaleia e vertigem, precisando de uma tomografia computadorizada para investigar lesões cranianas. O relato da vítima é um soco no estômago: ele pediu socorro ao porteiro do prédio, mas o acesso não foi liberado enquanto os socos choviam. A violência só cessou quando um terceiro interveio.

O registro feito na 12ª Delegacia de Polícia relata que Costa foi abordado por três pessoas ao chegar em casa. De acordo com o depoimento, os agressores passaram a proferir ameaças e ofensas, dizendo frases como “a gente vai te matar agora”, “você já prejudicou muita gente”, além de insultos como “seu petista de merda” e gritos de “É Bolsonaro, é Bolsonaro”. Ainda segundo a vítima, os autores também atacaram sua religião, afirmando que sua igreja era “uma igreja de merda”, antes de arrancarem um terço que ele carregava.

A resistência da fé contra o fascismo de púlpito

A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) classificou o episódio como “ódio político e covardia”, ressaltando que o suporte jurídico já foi acionado.

A Frente Livre se solidariza com Mauro Rocha e denuncia essa simbiose perversa entre o bolsonarismo e o fundamentalismo religioso. O “cristianismo” de quem agride Mauro é o mesmo que celebra o “bandido bom é bandido morto”, uma doutrina de morte que nada tem a ver com os valores de solidariedade e justiça social.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57