O bairro de Copacabana, no Rio de Janeiro, foi palco de uma cena que mistura o pior do fundamentalismo religioso com o ódio político que a extrema direita cultiva. Mauro Figueiredo Rocha Dias da Costa, um militante petista e católico de 69 anos, foi brutalmente espancado em frente à sua residência por um grupo de bolsonaristas evangélicos. O crime, ocorrido na noite da última quinta-feira (11), não foi um assalto, mas uma “expedição punitiva” motivada por adesivos políticos e pela intolerância de quem confunde oração com agressão. Enquanto os agressores gritavam o nome do “mito”, a vítima, indefesa, sentia na pele o peso do “amor cristão” que essa turma prega nos trios elétricos.
Segundo o prontuário médico da unidade MedSênior, Mauro deu entrada com múltiplas escoriações na face, cefaleia e vertigem, precisando de uma tomografia computadorizada para investigar lesões cranianas. O relato da vítima é um soco no estômago: ele pediu socorro ao porteiro do prédio, mas o acesso não foi liberado enquanto os socos choviam. A violência só cessou quando um terceiro interveio.
O registro feito na 12ª Delegacia de Polícia relata que Costa foi abordado por três pessoas ao chegar em casa. De acordo com o depoimento, os agressores passaram a proferir ameaças e ofensas, dizendo frases como “a gente vai te matar agora”, “você já prejudicou muita gente”, além de insultos como “seu petista de merda” e gritos de “É Bolsonaro, é Bolsonaro”. Ainda segundo a vítima, os autores também atacaram sua religião, afirmando que sua igreja era “uma igreja de merda”, antes de arrancarem um terço que ele carregava.
A resistência da fé contra o fascismo de púlpito
A deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ) classificou o episódio como “ódio político e covardia”, ressaltando que o suporte jurídico já foi acionado.
Total solidariedade ao companheiro Mauro Figueiredo Rocha, do PT Carioca, agredido em Copacabana por usar nossos adesivos, em meio a gritos de “Bolsonaro, Bolsonaro”. Isso é ódio político e covardia. Obrigada, @lindberghfarias pelo suporte jurídico diante de tamanha violência!
— Benedita da Silva (@dasilvabenedita) June 13, 2026
A Frente Livre se solidariza com Mauro Rocha e denuncia essa simbiose perversa entre o bolsonarismo e o fundamentalismo religioso. O “cristianismo” de quem agride Mauro é o mesmo que celebra o “bandido bom é bandido morto”, uma doutrina de morte que nada tem a ver com os valores de solidariedade e justiça social.





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