Dólar
R$ 5.20 Subiu
Euro
5.900 Subiu
Brasília
24°C 25°C 16°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

combate à desinformação
Mendonça e Nunes Marques: papel decisivo nas eleições de outubro. Fotos: STF
BRASIL

A máquina da desinformação já está em marcha

Sob comando de bolsonaristas, TSE reduz combate a fake news

A extrema direita latino-americana descobriu o caminho mais curto para o poder: desinformação maciça, captura de tribunais eleitorais e silenciamento de quem denuncia. O Chile já caiu em dezembro de 2025, com a eleição do ultradireitista José Antonio Kast. A Colômbia sucumbiu neste domingo (21), com Abelardo de la Espriella vencendo por margem apertada sob denúncias de fake news, compra de votos e suspeitas de financiamento israelense a plataformas digitais de extrema direita. Agora o Brasil é o alvo. E a máquina já está em operação.

A primeira peça do tabuleiro brasileiro foi movida pelo ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Indicado ao STF por Jair Bolsonaro, ele determinou a remoção de publicações nas redes sociais que associavam o pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) à chamada escala 7×0. A decisão atende a uma representação do Partido Liberal contra posts de parlamentares da oposição. Na prática, Mendonça blindou o bolsonarismo de críticas sobre a precarização do trabalho em plena campanha eleitoral.

A segunda peça é ainda mais grave. Desde que assumiu a presidência do TSE em 12 de maio, o ministro Kassio Nunes Marques, o outro indicado de Bolsonaro ao STF, iniciou o desmonte silencioso das ferramentas de combate à desinformação que marcaram as gestões de Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia.

O esvaziamento da proteção eleitoral

Segundo informações da Folha de S.Paulo, Nunes Marques tem sinalizado a interlocutores uma estratégia de menor ênfase em remoções de conteúdo e punições, com foco em ações educativas e no direito de resposta.

A pesquisadora Débora Salles, diretora do Netlab da UFRJ, afirmou que a parceria do tribunal com a academia foi desmobilizada.

“Isso nos preocupa, porque não está muito claro como o tribunal vai dar conta de fiscalizar todos os problemas que a gente já viu nas outras eleições, e que a gente está vendo que vão acontecer este ano. A questão da IA coloca o problema dos riscos à integridade eleitoral num outro patamar”, disse.

O cenário repete o roteiro testado no Chile e na Colômbia. Com a Justiça Eleitoral desarmada e a máquina de fake news rodando a todo vapor, a extrema direita brasileira já começa a colher os frutos. Empresas de tecnologia relatam dificuldades de interlocução com o tribunal. Organizações acadêmicas veem os canais de denúncia se fecharem. A conta, como sempre, será paga pela democracia.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57