Dólar
R$ 5.12 Subiu
Euro
5.798 Subiu
Brasília
28°C 29°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

PCC CV terroristas EUA
Flávio Bolsonaro (D) com Marco Rubio nos EUA. Foto: RS/Fotos Públicas
BRASIL

Flávio entrega o Brasil aos EUA em carta a Rubio

Candidato à Presidência propõe instalar time americano no gabinete

Um candidato à Presidência da República do Brasil escreveu para um governo estrangeiro e se ofereceu para instalar uma equipe de transição americana no seu eventual gabinete. O personagem, claro, é o neofascista Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O destinatário é Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos. E o pior é que a resposta veio azeitada: Rubio agradeceu a “generosa oferta” e manteve o tarifaço contra o Brasil, urdino pelos mesmos Bolsonaros.

A carta de Rubio, enviada na terça-feira (23), confirma o inaceitável. O trecho sobre a equipe de transição é um crime de lesa pátria, é um elemento concreto da submissão de Flávio Bolsonaro aos interesses americanos, em detrimento dos interesses nacionais. Trata-se de um gesto inédito, macabro, obtuso, nunca antes um político se mostrou tão entreguista a uma potência estrangeira.

Equivale a dizer que, se eventualmente Flávio Bolsonaro vencesse a eleição, antes ainda de assumir o poder, os Estados Unidos iriam escolher o que levar do Brasil — terras raras, minerais críticos, petróleo —, como vão levar e a que preço. É o cúmulo da traição à pátria, do entreguismo, da submissão voluntária. Poderiam inclusive indicar nomes para compor as equipes do governo brasileiro.

O irmão cria a crise, o candidato leva o couro

O tarifaço contra as exportações brasileiras foi estimulado pelo irmão de Flávio, o ex-deputado cassado neofascista Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde o ano passado e perdeu o mandato por faltar às sessões da Câmara. Eduardo também empurrou a revogação de vistos de ministros do STF e as sanções da Lei Magnitsky contra o Brasil. Por isso, foi condenado há quatro anos de cadeia.

Flávio, depois que o irmão já havia conseguido o tarifaço, escreveu a Rubio pedindo que os EUA não impusessem as tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. Rubio respondeu confirmando o tarifaço e sugerindo que “qualquer parte interessada” participe de uma audiência pública no dia 6 de julho. Ou seja: Flávio pediu, Rubio negou. E ainda agradeceu pela oferta de entregar o Brasil.

O que Rubio pediu em troca

Na carta, o secretário americano agradeceu o apoio de Flávio à decisão dos Estados Unidos de classificar o Comando Vermelho e o PCC como organizações terroristas estrangeiras. Uma pauta que interessa aos EUA e pela lei americana autoriza o governo a fazer incursões militares dentro do território brasileiro sem que isso implique em crime de responsabilidade.

Rubio também citou os pontos de “diferença” com o Brasil: comércio digital, serviços de pagamento eletrônico — incluindo o Pix —, tarifas preferenciais, etanol e desmatamento. A pauta americana para o Brasil está na mesa. Flávio já sentou. E já ofereceu o gabinete.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57