O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) transformou a 68ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada em Assunção, no Paraguai, no palco de um dos discursos mais emblemáticos de sua vida política. Na terça-feira (30), ele explicou em termos claríssimos por que será candidato à Presidência da República pela quarta vez nas eleições de outubro de 2026.
“Aos 80 anos, com a vitalidade de um jovem de 20, vou concorrer pela 4ª vez à Presidência do meu país pra garantir que o Brasil continue sendo um país democrático”, declarou Lula aos líderes sul-americanos. A frase é um recado direto. A eleição deste ano não é uma disputa ordinária de projetos econômicos ou de gestão. É um plebiscito sobre a sobrevivência da civilização no Brasil.
O muro contra a barbárie
A candidatura de Lula transcende o PT e o próprio governo. No cenário atual, a vitória do presidente passou a representar a única trincheira viável contra a barbárie. O bolsonarismo, que segue à espreita, não é apenas um adversário político tradicional. É um movimento neofascista estruturado na violência, que nega a ciência, ataca a educação pública e trabalha ativamente para apagar o direito de as minorias existirem.
A extrema direita brasileira construiu seu projeto de poder sobre a negação da cidadania da mulher, o extermínio da população negra e a destruição ambiental. Derrotar esse projeto nas urnas não é uma escolha eleitoral, mas um imperativo de sobrevivência democrática.
A energia que a direita teme
Ao anunciar sua disposição com “vitalidade de um jovem de 20”, Lula expõe o desespero de uma oposição que apostava no cansaço físico do presidente. Enquanto a família Bolsonaro se afunda em rachas internos e escândalos criminais, o líder petista usa o palco internacional para demarcar sua liderança regional e a urgência de seu projeto nacional.
O Brasil de 2026 ainda carrega as cicatrizes do desmonte fascista. A quarta candidatura de Lula não é um projeto de vaidade, mas a constatação de que a democracia brasileira ainda é frágil demais para caminhar sem seu principal fiador. A disputa está posta, e o recado de Assunção foi claro: o fascismo não terá descanso.
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