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Influenciador ataca pobres
Influenciador Léo Marcondes diz que pobre não deveria votar e é denunciado pelo MP-SP por aporofobia. MP pede exclusão do perfil e R$ 300 mil. Frente Livre propõe uma invasão digital ao perfil dele. Foto: Reprodução Redes Sociais
VIDA

Vamos invadir o perfil desse “treinador”

Neofascista bolsonarista ataca pobres e MP reage

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) entrou com uma ação civil pública contra o influenciador neofascista Leonardo Marcondes, o Léo Marcondes, por discurso discriminatório contra pessoas em situação de pobreza — o que a lei chama de aporofobia, termo técnico para o que o povo chama de nojo de pobre. A ação foi apresentada pela Promotoria de Justiça de Direitos Humanos da Capital.

O MP pede que a Justiça determine a exclusão do perfil do influenciador no Instagram, que soma mais de 1,4 milhão de seguidores, além da condenação ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos e sociais. Entre os pedidos também está a proibição de novas publicações com conteúdo discriminatório.

A ação foi motivada por um vídeo em que Marcondes afirma, sem qualquer pudor, que pessoas pobres não deveriam votar. A fala é tão absurda que parece sátira, mas não é: é a face escancarada do neofascismo bolsonarista que sempre tratou o pobre como estorvo, e não como cidadão.

“Pobre não soube tomar boas decisões”, diz o coach

No vídeo que motivou a ação, Marcondes solta a pérola: “Você já parou pra pensar que pobre não devia ter direito de votar? Pensa comigo. Uma pessoa que é pobre, ela não soube tomar boas decisões pra ter o melhor pra sua família e pra si mesma. E essa pessoa que não tomou boas decisões pra ter o melhor pra si mesma, ela vai agora tomar uma decisão que vai ser o melhor para o país.”

Traduzindo para o português claro: o bolsonarismo acha que pobre é pobre porque quer, que a falta de dinheiro é resultado de “más decisões” e não de um sistema econômico que concentra renda há 500 anos. É a mesma lógica rasteira do “empreendedorismo” de fachada que transforma miséria em culpa individual e vende curso caro como solução.

Ele continua, aprofundando o abismo: “Qual que é a habilidade que essa pessoa tem ao tomar decisões? Nenhuma. É uma pessoa que não deveria votar. Porque um país ou uma empresa não pode estar nas mãos de uma pessoa que não consegue nem ter responsabilidade sobre as próprias atitudes.”

Aporofobia com certificado de coach

Marcondes não é um cidadão comum soltando uma opinião infeliz num churrasco. Ele se apresenta como “treinador financeiro” e vende cursos — sem formação acadêmica, segundo o próprio MP denuncia. O perfil dele no Instagram tem 1,4 milhão de seguidores. É um negócio sustentado pelo ódio de classe travestido de “educação financeira”.

O MP também aponta que o conteúdo não é isolado. Há outras falas do influenciador no mesmo tom, o que levou o órgão a pedir a retirada de todo o perfil por continuidade dos danos.

A hashtag que fica é: neofascista bolsonarista vende ódio de pobre, MP pede R$ 300 mil de indenização e exclusão da conta. Até agora, nenhuma palavra do coach sobre liberdade de expressão — mas se soubermos que ele está chorando, avisamos.

Invasão da esquerda no Instagram: ocupar antes que apaguem

Enquanto a Justiça não decide o destino do perfil, uma janela de oportunidade se abre. O Instagram de Léo Marcondes ainda está no ar. Os 1,4 milhão de seguidores dele não são, obviamente, todos neofascistas — muitos são curiosos, outros caíram no algoritmo, e uma parte pode ser convencida. A esquerda precisa ocupar esse espaço.

A proposta é simples: entrar nos comentários dos posts, marcar amigos, compartilhar o vídeo denunciado pelo MP, espalhar a informação de que ele responde a processo por aporofobia. Cada comentário com informação de qualidade, cada denúncia no próprio Instagram, cada compartilhamento do teor da ação civil pública é um tiro no castelo de areia desse vendedor de ilusão.

O MP já fez a parte dele. Agora é com a militância digital. Vamos transformar o perfil desse coach num mural de denúncias antes que a Justiça derrube a conta. Se ele acha que pobre não vota, que descubra o que acontece quando pobre se organiza.

Aí está o vídeo. Vamos invadi-lo já!!

 

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