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Sóstenes Cavalcante operação PF
Espécie de contínuo politico do pastor neofascista Silas Malafaia, Sóstenes Cavalcanti é investigado por peculato e lavagem de dinheiro. Foto: RS/Fotos Públicas
BRASIL

Sóstenes, o “rei do aluguel”, é alvo da PF

Joias e dinheiro em "livro falso" de aliado

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, batizada de Galho Fraco II, que investiga um esquema de desvio de recursos públicos da cota parlamentar. O alvo central é o deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara e braço direito do pastor neofascista Silas Malafaia. A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), cumpriu cinco mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Goiás e Minas Gerais, mirando empresários e advogados ligados ao parlamentar.

O esquema investigado pela PF é um clássico do “colarinho sujo”: o uso de contratos fictícios de aluguel de veículos para dar aparência de legalidade ao desvio de dinheiro público.

Segundo os investigadores, uma empresa de locação continuava recebendo verbas da cota parlamentar mesmo após ter sido dissolvida de forma irregular.

Durante as buscas, os agentes encontraram dinheiro em espécie, joias e um montante escondido dentro de um objeto decorativo que simulava um livro falso na casa de um advogado ligado a Sóstenes.

O histórico de “sacolas de lixo” e álibis forjados

Em dezembro de 2025, a PF já havia apreendido mais de R$ 460 mil em dinheiro vivo em endereços ligados a Sóstenes. Na ocasião, o deputado tentou emplacar a desculpa de que o valor era fruto da venda de um imóvel. No entanto, investigações revelaram que a escritura da tal venda só foi assinada 11 dias depois da apreensão policial, configurando uma tentativa grosseira de “esquentar” dinheiro de origem ilícita.

Além do dinheiro em espécie, a PF investiga a movimentação financeira atípica de assessores de Sóstenes e de seu comparsa Carlos Jordy (PL-RJ), que somam quase R$ 27 milhões em transações suspeitas. Um dos motoristas de Sóstenes, que recebia salário de R$ 4 mil, chegou a movimentar R$ 11 milhões em quatro anos — um “fenômeno do empreendedorismo” que o deputado justificou dizendo que o funcionário era um empresário de sucesso e que lhe servia dirigindo o dia inteiro pra cima e pra baixo apenas por hobby.

Moralismo de fachada e defesa de golpistas

Para a Frente Livre, o caso de Sóstenes é o retrato fiel da extrema-direita brasileira: discursos inflamados sobre “moral e bons costumes” no púlpito, e peculato, corrupção e lavagem de dinheiro nos bastidores.

A operação de hoje reforça que a impunidade para quem usa o mandato como balcão de negócios está com os dias contados. Enquanto Sóstenes corre para a embaixada dos Estados Unidos para chorar “perseguição política”, a Polícia Federal segue o rastro do dinheiro que deveria estar financiando o serviço público, mas acabou parando em sacolas pretas e esconderijos decorativos.

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