O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) inaugurou dez novos campi de Institutos Federais (IFs) pelo Brasil, em uma resposta direta à lógica do mercado financeiro que trata a educação pública como “gasto”. Com um investimento de R$ 206,6 milhões, as novas unidades em São Paulo, Amazonas, Espírito Santo e Piauí abrem 11,6 mil vagas de ensino médio profissionalizante para a classe trabalhadora.
Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, Lula foi categórico ao defender o papel do Estado como indutor do desenvolvimento social.
“Educação é uma coisa que não tem limite para que a gente possa fazer os investimentos”, afirmou o presidente.
A declaração bate de frente com o teto de gastos e o estrangulamento orçamentário defendido pela elite econômica.
“Não há outra possibilidade do Brasil dar o salto de qualidade que todo mundo sonha se a gente não colocar a educação como prioridade no nosso governo”, completou Lula.
A expansão do ensino técnico e integral
As novas unidades integram o Novo PAC, que destina R$ 4,3 bilhões para a construção de mais de 100 novos campi em todo o país. Apenas em São Paulo, sete cidades foram contempladas. O modelo dos IFs garante ensino público, gratuito e de qualidade, verticalizando a educação do nível básico ao superior.
O contraste com o desmonte promovido pela extrema direita nos últimos anos é brutal. O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, resumiu a diferença ao comparar os repasses no Piauí.
“No mandato anterior, investiram em todo o Piauí, nesta área de institutos federais, R$ 4 milhões. No governo do presidente Lula foram R$ 143 milhões, ou seja, 35 vezes mais”, pontuou.
O projeto de destruição do bolsonarismo
Enquanto o governo anterior asfixiou as universidades e institutos federais para forçar a privatização do ensino, a atual gestão retoma a expansão da rede. A educação técnica de qualidade é uma ferramenta de emancipação da juventude periférica, que historicamente foi empurrada para o subemprego pelo capital.
A inauguração simultânea de dez campi prova que o apagão educacional não era falta de dinheiro, mas um projeto político de exclusão. Ao colocar o Estado para financiar o futuro dos filhos da classe trabalhadora, Lula mostra que a verdadeira reconstrução do país passa pelas salas de aula.





Deixe seu comentário