Lula 3 prepara MP para proibir apostas on-line no Brasil

Medida tratada como emergência de saúde pública e defesa da economia popular

Por Redação
MP proíbe apostas on-line
Imagem: FLIA (gerada por IA)

O governo federal prepara uma Medida Provisória para proibir as apostas e os jogos on-line no Brasil. O texto é tratado internamente como quase uma extinção do setor. O presidente Lula já deu o tom: “É uma doença, não é um jogo. É a indução de inocentes a um vício.” A medida deve ser anunciada em breve — e já desencadeou uma corrida desesperada de clubes, casas de apostas e lobistas para barrá-la.

Isso importa porque as BETs deixaram de ser entretenimento e viraram epidemia. O SUS lançou teleatendimento gratuito para tratar a compulsão por apostas, com meta de até 100 mil consultas. A Fiocruz capacitou milhares de profissionais de saúde para diagnosticar o vício. Mais de 5 milhões de brasileiros já estão impedidos de apostar — 3 milhões deles beneficiários do Bolsa Família e do BPC. As perdas econômicas e sociais das apostas chegam a R$ 38,8 bilhões por ano. Não é jogo. É crise de saúde pública.

O contexto é de um setor que se infiltrou em tudo. Os clubes de futebol calculam perder cerca de R$ 1 bilhão em patrocínios com a proibição. Flamengo, Corinthians, Palmeiras e São Paulo têm contratos superiores a R$ 100 milhões por ano com casas de apostas. E as BETs têm lobby subterrâneo no Congresso — com frentes parlamentares, jantares e articulações nos bastidores para barrar qualquer medida que aperte o setor. Por isso, a MP do Governo Lula não deve ter vida fácil no Congresso.

Os números do governo mostram o tamanho do problema. O Estado arrecadou cerca de R$ 10 bilhões em impostos com jogos só até julho de 2026. As bets movimentam R$ 29 bilhões por mês. E, mesmo assim, o governo topa abrir mão dessa arrecadação para proteger as famílias. Tratar BETs como cigarro — como disse o ministro Dario Durigan — é reconhecer que o produto destrói a economia familiar inteira.

A resistência já se organiza. As casas de apostas ameaçam judicializar e alegam que a proibição vai empurrar o jogo para o mercado ilegal, sem registro e sem imposto. Os clubes debatem que mobilização tomar. Veículos de comunicação que transmitem jogos resistem porque vivem da publicidade das BETs. Todos defendem o próprio bolso. Ninguém defende o trabalhador que perde o salário, a família que se endivida, o jovem que adoece.

A medida chega a menos de três semanas da eleição, e a oposição vai chamar de “manobra eleitoral”. Que seja. Se proteger famílias do vício e do endividamento é manobra, que venham mais manobras como essa. O que não se pode é continuar deixando o lucro de alguns destruir a vida de milhões.

A contradição central

As bets movimentam R$ 29 bilhões por mês e o governo arrecada R$ 10 bilhões com elas. Mesmo assim, Lula topa proibir o setor e abrir mão dessa receita. Os clubes choram R$ 1 bilhão em patrocínio. As casas de apostas correm para o lobby e ameaçam judicializar. Ninguém fala do trabalhador que perde o salário, da família endividada, do jovem que adoece. O lucro de poucos contra a vida de milhões — e o governo escolheu a vida.

Compartilhe isso. Mande para quem tem um parente ou amigo preso no vício das apostas. A MP que proíbe as bets protege famílias — e os clubes e as casas de aposta que choram são os mesmos que lucram com a destruição. Compartilhe e pressione.

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