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fake news Ramal Apodi
Alerta de fake news: vídeo nas redes sociais desinforma ao apontar um "estouro" no Ramal do Apodi, braço da Transposição do Rio São Francisco que leva água para Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Foto: Reprodução Redes Sociais
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Bolsonarista vê água no Nordeste e chora fake news

Direita surta com o canal do Apodi e inventa "rompimento"

Circulam nas redes sociais vídeos e publicações de blogs da Paraíba e do Rio Grande do Norte atribuindo um suposto rompimento no canal do Ramal do Apodi a falhas na obra da Transposição do Rio São Francisco. O secretário nacional de Segurança Hídrica do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Giuseppe Vieira, afirma, no entanto, que a informação não procede. Segundo ele, as aberturas registradas nas laterais do canal foram feitas pela empresa contratada para executar a obra e tinham uma razão de ser: proteger as comunidades de um possível transbordamento alguns quilômetros adiante.

👀 Veja o vídeo.

 

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O episódio ganhou repercussão poucos dias após a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a inauguração do Túnel Major Sales, uma das principais estruturas do Ramal do Apodi. Embora o túnel tenha sido entregue, o ramal permanece em execução, com mais de 93% de avanço físico, segundo o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional, que prevê a conclusão da obra em 2027.

De acordo com o secretário, não houve rompimento da estrutura.

“O que aconteceu foi uma intervenção de engenharia prevista na fase de testes da obra. Os dois vertedouros foram abertos para controlar o nível da água naquele trecho do canal e evitar um problema maior. Em nenhum momento houve rompimento da estrutura”, afirmou.

Segundo Giuseppe Vieira, a intervenção foi necessária porque, mais à frente do canal, foi construída uma travessia para garantir o acesso de uma comunidade no município de Uiraúna, na Paraíba. Nesse ponto, duas manilhas instaladas na passagem não conseguiram escoar a água na mesma velocidade em que ela chegava pelo canal.

Imagem mostra represamento do canal próximo a travessia.

Como medida preventiva, foram abertas duas saídas laterais, chamadas de vertedouros, permitindo que parte da água fosse desviada para um açude da região. Segundo o secretário, a medida reduziu o nível da água no canal, evitando o transbordamento e preservando a estrutura da obra.

Vertedouros abertos para drenar água para açudes auxiliaram no controle do fluxo da água.

Após a estabilização do fluxo, as duas aberturas foram fechadas e a operação do canal foi normalizada.

“O Ramal do Apodi ainda está em fase de testes. É justamente nesse período que são verificadas as condições operacionais e, quando necessário, realizadas intervenções temporárias para garantir a segurança da estrutura e o funcionamento adequado do sistema”, acrescentou.

Outra imagem que também circula nas redes sociais mostra contêineres metálicos posicionados sobre alguns trechos do canal. De acordo com Giuseppe Vieira, essas estruturas fazem parte das soluções provisórias adotadas durante a execução da obra.

“Os contêineres permitem a travessia da população em determinados pontos do canal enquanto as estruturas permanentes de concreto ainda estão sendo construídas. Trata-se de uma solução temporária, prevista no cronograma da obra, que garante a mobilidade das comunidades e a continuidade da passagem da água.”

O Ramal do Apodi

O Ramal do Apodi integra o Projeto de Integração do Rio São Francisco e possui cerca de 115 quilômetros de extensão. A estrutura liga a Barragem Caiçara, na Paraíba, ao Reservatório Angicos, no Rio Grande do Norte. Quando concluído, o empreendimento deverá beneficiar aproximadamente 750 mil pessoas em 54 municípios da Paraíba, do Ceará e do Rio Grande do Norte, contribuindo para o reforço da segurança hídrica da região semiárida.

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