Dólar
R$ 5.08 Subiu
Euro
5.789 Subiu
Brasília
26°C 29°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

Obras de Lula no Nordeste
Presidente Lula entrega mais uma etapa da ferrovia Transnordestina em Quixeramobim (CE). Foto: Ricardo Stuckert/PR
ECONOMIA

Água e trem: Lula rompe projeto de miséria

Governo inaugura túnel das águas e trecho da Transnordestina

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregou nesta quinta-feira (2) duas obras monumentais que alteram a geografia econômica do Nordeste: o Túnel Major Sales, eixo central da Transposição do Rio São Francisco, e 101 quilômetros da ferrovia Transnordestina. Mais do que cimento e trilhos, as inaugurações representam um golpe direto no projeto histórico da elite brasileira, que jamais direcionou recursos do Tesouro Nacional para grandes obras de infra-estrutura na parte mais pobre do Nordeste.

Na divisa entre Paraíba e Rio Grande do Norte, Lula inaugurou o túnel de 6,5 quilômetros do Ramal do Apodi. A estrutura tem capacidade para transportar 20 metros cúbicos de água por segundo e beneficiará 750 mil pessoas em 54 cidades dos dois estados e mais do Ceará. Em seu discurso, o presidente foi cirúrgico ao separar o clima da política.
“A seca é um fenômeno da natureza. A gente não briga com a natureza. Mas a fome, por conta da seca, é falta de credibilidade e de caráter de quem governa o país ou os estados”, declarou Lula. A obra era uma promessa engavetada desde o Império, em 1846, mantida na gaveta por governantes que preferiam ver nordestinos fugindo para tentar a sorte no Sudeste.

O fim da rota dos retirantes

No mesmo dia, em Quixeramobim (CE), o governo federal entregou um novo trecho da Transnordestina, com investimentos de R$ 2 bilhões, além de 100 novos vagões e o anúncio de um Porto Seco. A ferrovia, que no passado servia para escoar retirantes famintos, agora escoa a riqueza produzida no semiárido.

“Se isso aqui der certo, vai ter um pedacinho para todo mundo, porque essa é a nossa obrigação: levar possibilidade de desenvolvimento para as pessoas deste país”, afirmou o presidente. Apenas neste trecho, foram gerados 1,5 mil empregos diretos.

O Estado como indutor do progresso

O avanço simultâneo da segurança hídrica e da logística ferroviária prova que o subdesenvolvimento do Nordeste nunca foi um destino natural, mas uma escolha política do capital. Enquanto o mercado financeiro exige cortes de gastos e Estado mínimo, os investimentos bilionários do governo federal mostram que apenas o poder público é capaz de romper as amarras da desigualdade estrutural. A água agora chega às torneiras, e o trem, ao invés de levar mão de obra barata para o sul, traz desenvolvimento para o sertão.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Final da página
WhatsApp

Frente LIVRE

Normalmente responde dentro de uma hora
Frente LIVRE

Olá 👋

Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

20:57