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Janones acusa Flávio filiação
André Janones (Avante-MG). Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
BRASIL

Facada forjada 2.0: Janones denuncia armação de Flávio

TSE descarta hacker e PF abre inquérito para apurar o caso

O deputado federal André Janones (Avante-MG) acusou nesta quarta-feira (13) o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de ter pago alguém para incluí-lo fraudulentamente no partido Missão e tentar descredibilizar a Justiça Eleitoral.

“Todo mundo sabe o que aconteceu. O próprio Flávio pagou alguém pra filiar ele em outro partido para tentar descredibilizar a justiça eleitoral. Seguiram o mesmo roteiro da facada forjada em 2018 pra eleger Bolsonaro. Só que dessa vez deu ruim pra eles”, afirmou Janones em publicação nas redes sociais.

O deputado não apresentou provas, mas disse que jogará “com todas as armas” para “exterminar esses vermes”.

A acusação veio horas após Flávio aparecer filiado ao Missão no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), impedindo o registro de sua candidatura à Presidência. O cadastro foi feito com endereço falso: “Rua dos Bandidos, nº 666, Bairro Miliciano”. Usou contatos do gabinete de Flávio no Senado e registrou tentativa de doação eleitoral de R$ 4,7 mil.

A zoeira que denuncia

O partido Missão, através do deputado Kim Kataguiri e do secretário-geral Victor Couto, apresentou relatório técnico mostrando que a filiação foi feita de um computador em Belo Horizonte, Minas Gerais. O endereço falso não é cadastro de fraude séria. É zoeira. É alguém que queria que isso fosse descoberto e viralizasse. O partido afirma que identificou a irregularidade e alertou o gabinete de Flávio em 2 de agosto, dez dias antes de o caso virar público. Se o gabinete sabia há dez dias, por que só reagiu quando tentou registrar a candidatura?

O TSE descartou ataque hacker e informou que a filiação foi feita por alguém com credenciais do próprio Missão. O ministro Kássio Nunes Marques determinou a abertura de inquérito pela Polícia Judiciária Eleitoral e suspendeu o sistema de filiação partidária após este caso e outra tentativa de alterar o partido do presidente Lula.

O roteiro conhecido

Flávio reagiu dizendo: “Sistema armou para tentar me derrubar” e “Só sabem jogar sujo”. É o roteiro da família Bolsonaro: criar a crise, posar de vítima, atacar as instituições. Em 2018, a facada de Juiz de Fora. Em 2022, o ataque às urnas. Em 2023, a invasão dos três poderes. Agora, em 2026, a filiação fraudulenta com endereço de zoeira. A pergunta de Janones é a pergunta de todo mundo: quem lucra com o espetáculo?

 

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