As frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo convocaram o Dia Nacional de Mobilização pelo Fim da Escala 6×1, no dia 30 de agosto. A pauta é clara: atos de rua em todo o país, pressão sobre os senadores e aprovação da PEC que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A data antecede a semana de esforço concentrado do Congresso Nacional, entre 31 de agosto e 4 de setembro, quando a PEC deve estar em pauta.
A mobilização é a resposta da classe trabalhadora a meses de engavetamento. A PEC estava parada no Senado desde maio, sob acordo fechado entre o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), para não inflar a candidatura de Lula. Alcolumbre só destravou após reuniões com o presidente Lula. A matéria foi encaminhada à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A expectativa é de votação entre o primeiro e o segundo turno das eleições.
A vitória que está perto
Quase 70% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1, segundo pesquisa Quaest. É uma das pautas com maior apoio popular no país neste ano. O governo Lula abraçou a bandeira. A Câmara aprovou com apenas 19 votos contrários. O Senado é o último obstáculo. E o obstáculo tem nome: Alcolumbre, que engavetou por acordo eleitoral com a extrema direita.
As frentes populares definiram o calendário. De agora até o dia 20, preparação e mobilização. No dia 20, plenária nacional às 18 horas, com balanço das ações e fortalecimento da unidade. Do dia 20 ao 30, construção dos atos locais nos estados, com diálogo com artistas, personalidades e candidaturas. No dia 30, rua. Em Brasília, ação simbólica no Senado, com blitz e mobilização. Em todo o país, atos e manifestações.
O que está em jogo
A escala 6×1 é herança de um modelo que explora o trabalhador até a última gota. Seis dias de trabalho, um de descanso. Sem tempo para família, sem tempo para lazer, sem tempo para viver. A PEC prevê duas folgas semanais e redução da jornada para 40 horas, com transição gradual. É avanço civilizatório. É o mínimo.
A direita e o patronato tentam barrar com o manjado discurso do terror econômico. Dizem que vai gerar desemprego. Mentira. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que a mudança não afetará negativamente as empresas. O que afeta as empresas é a ganância. O que afeta o trabalhador é a escala 6×1.
A Frente Livre convoca: no dia 30, rua. Pelo fim da escala 6×1. Pela redução da jornada. Pelo direito de viver. A democracia se defende nas ruas. E a conquista dos direitos também.






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