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progressistas lideram Senado
Marina Silva e Simone Tebet lideram corrida para o Senado em São Paulo. Fotos: Agência Brasil
BRASIL

Até no DF, Michelle Bolsonaro treme com Leila e Erika

Datafolha aponta liderança de candidatos progressistas em SP, RJ, MG e PE

O povo brasileiro começa a acordar. Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (21) mostra candidatos progressistas liderando as intenções de voto para o Senado em quatro dos cinco estados pesquisados: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. Neste ano, cada unidade da Federação elegerá dois representantes à Casa Alta.

O resultado é um recado claro ao bolsonarismo: a onda de ódio e de mentiras que dominou o debate político nos últimos anos está perdendo força diante da realidade. Onde a extrema direita apostou em nomes ligados à violência e ao negacionismo, o eleitor respondeu com candidatos comprometidos com o povo, a democracia e a justiça social.

São Paulo

Em São Paulo, o campo progressista abre a disputa em posição de destaque. Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB) aparecem empatadas com 12% cada, liderando a corrida. O bolsonarismo, que apostou em nomes como André do Prado (PL), com 10%, e Guilherme Derrite (PP), com 7%, fica para trás. Ricardo Salles (Novo), símbolo do desmatamento e da “boiada”, amarga 6%.

  • Marina Silva (Rede): 12%
  • Simone Tebet (PSB): 12%
  • André do Prado (PL): 10%
  • Guilherme Derrite (PP): 7%
  • Ricardo Salles (Novo): 6%
  • Geraldo Rufino (Podemos): 4%
  • Soninha Francine (Cidadania): 3%
  • Marcio Alves (UP): 3%
  • Dra Eliana Ferreira (PSTU): 3%
  • Maíra de Souza (UP): 2%
  • William Teixeira (Agir): 1%
  • Petter Maahs (PCB): 1%
  • Ednelson Cesaretti (PCO): 1%
  • Weller Gonçalves (PSTU): 0%
  • Em branco/nenhum: 21%
  • Indecisos: 14%

Foram 1.610 entrevistas entre 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é SP-01806/2026.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, a liderança é da ex-governadora Benedita da Silva (PT), com 15%, uma das vozes mais combativas da luta do povo negro e trabalhador do país. O bolsonarismo aparece dividido com Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL), ambos com 8%. A esquerda também marca presença com Monica Benicio (PSOL), com 6%.

  • Benedita da Silva (PT): 15%
  • Carlos Jordy (PL): 8%
  • Carlos Portinho (PL): 8%
  • Marcelo Crivella (Republicanos): 6%
  • Monica Benicio (PSOL): 6%
  • Pedro Paulo (PSD): 6%
  • Waguinho (Republicanos): 3%
  • André Monteiro (Democrata): 2%
  • Marcos Dias (Podemos): 2%
  • Michelly Xavier (UP): 2%
  • Helio Secco (Missão): 1%
  • Luciano Mattos (PRTB): 1%
  • Luiz Eugenio (PCO): 1%
  • Paula Falcão (PSTU): 1%
  • Vinicius Benevides (UP): 1%
  • Ó Clemente (Democrata): não chegou a 1%
  • Branco/Nulo/Nenhum: 23%
  • Indecisos: 12%

Foram 1.204 entrevistas entre 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O registro no TSE é RJ-02945/2026.

Minas Gerais

Em Minas Gerais, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), lidera com 11%, à frente do bolsonarismo, que aparece com Domingos Sávio (PL), 6%, e Marcelo Aro (PP), 5%. A esquerda também pontua com Ana Luiza do MLB (UP), 4%, e Áurea Carolina (PSOL), 2%.

  • Marília Campos (PT): 11%
  • Carlos Viana (PSD): 8%
  • Domingos Sávio (PL): 6%
  • Marcelo Aro (PP): 5%
  • Ana Luiza do MLB (UP): 4%
  • Marco Antônio Superman (Novo): 3%
  • Áurea Carolina (PSOL): 2%
  • Manoel Carvalho (MDB): 2%
  • Gustavo Galassi (PSDB): 2%
  • Tião Pessoa (PCO): 2%
  • Marcelo Heringer (PDT): 2%
  • Victória Mello Vic (PSTU): 2%
  • Carlin Moura (Avante): 1%
  • Juiz Ramon Moreira (DC): 1%
  • Arcanjo Pimenta (MDB): 1%
  • Fidélis Alcântara (UP): 1%
  • Jordano Metalúrgico (PSTU): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 21%
  • Indecisos: 24%

Foram 1.204 entrevistas entre 18 e 20 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O registro no TSE é MG-00446/2026.

Pernambuco

Em Pernambuco, a disputa é acirrada no campo progressista, com Marília Arraes (PDT) liderando com 15%, seguida de perto por Humberto Costa (PT), com 14%. O bolsonarismo, representado por Mendonça Filho (PL), 12%, e Eduardo da Fonte (PP), 11%, fica atrás. A soma dos dois progressistas (29%) supera a dos dois bolsonaristas (23%).

  • Marília Arraes (PDT): 15%
  • Humberto Costa (PT): 14%
  • Mendonça Filho (PL): 12%
  • Eduardo da Fonte (PP): 11%
  • Túlio Gadêlha (PSD): 5%
  • Carlos Sant’anna (Novo): 2%
  • Pastor Gilvan Costa (Democrata): 2%
  • Samuel Timoteo (UP): 1%
  • Mariano Macedo (PSTU): 1%
  • Paulo Rubem Santiago (Rede): 1%
  • Mailson Neto (PCO): 0%
  • Goret Bitu (UP): 0%
  • Branco/nulo/nenhum: 23%
  • Indecisos: 14%

Foram 1.204 entrevistas entre 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O registro no TSE é PE-01528/2026.

Distrito Federal

No Distrito Federal, o cenário é mais disputado. Michelle Bolsonaro (PL) lidera com 19%, mas o campo progressista aparece forte com Leila do Vôlei (PDT), 16%, e Erika Kokay (PT), 12%. Somadas, as duas progressistas (28%) superam Michelle e Bia Kicis (PL), 11%, que juntas somam 30%, em uma disputa que segue aberta.

  • Michelle Bolsonaro (PL): 19%
  • Leila do Vôlei (PDT): 16%
  • Erika Kokay (PT): 12%
  • Bia Kicis (PL): 11%
  • Sebastião Coelho (Novo): 3%
  • Ronaldo Fonseca (PSD): 2%
  • Tiago (Agir): 2%
  • Professor Guilherme Amorim (UP): 2%
  • Zanata (PSTU): 1%
  • Guto Felício dos Santos (PSDB): 1%
  • David Horn (PCO): 1%
  • Marley (Avante): 1%
  • Avenir Rosa (Democrata): 1%
  • Em branco/nulo/nenhum: 16%
  • Indecisos: 14%

Foram 910 entrevistas entre 18 e 21 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais, com um nível de confiança de 95%. O registro no TSE é DF-07561/2026.

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O recado das urnas que se aproximam

A pesquisa mostra que o eleitor está cansado do projeto de ódio, violência e negacionismo que o bolsonarismo tentou impor ao país. Em São Paulo, Rio, Minas e Pernambuco, os candidatos progressistas lideram. No Distrito Federal, a disputa segue acirrada, mas o campo popular tem força para virar o jogo.

O povo brasileiro começa a acordar. E quando o povo acorda, o bolsonarismo treme. Ainda há muito caminho até outubro, mas o sinal que o Datafolha emite é claro: a esperança está de volta, e a extrema direita, cada vez mais isolada, sente o baque.

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