O SUS realizou 7,5 milhões de cirurgias eletivas no primeiro semestre de 2026 — 608 mil procedimentos a mais que no mesmo período do ano passado. Desse total, 2,92 milhões (40%) saíram pelo programa Agora Tem Especialistas, criado no governo Lula. E a projeção do Ministério da Saúde é clara: o país deve ultrapassar 15 milhões de cirurgias até dezembro, batendo o recorde de 14,9 milhões registrado em 2025.
Isso importa porque cirurgia eletiva é a fila que dói no dia a dia. É a hérnia que impede o trabalhador de carregar peso, a catarata que apaga a visão, o nódulo que não pode esperar. Cada procedimento a mais é uma pessoa arrancada da espera — e cada número desses tem nome, rosto e história.
O contexto é de reconstrução. O SUS recebeu R$ 234,5 bilhões em 2025, o maior valor da história e quase R$ 6 bilhões acima do piso constitucional. O país passou a ter 45,7 mil Unidades Básicas de Saúde com custeio federal, 2,2 mil a mais que em 2023. Pesquisa da OCDE registrou alta de 9 pontos na aprovação popular da saúde pública entre 2022 e 2025.
O Agora Tem Especialistas é a engrenagem dessa virada. São 1,5 mil profissionais de 16 especialidades atuando em 332 municípios — 53% deles no interior, longe dos grandes centros. O programa leva mutirões nacionais, carretas de saúde, transporte de pacientes e ampliação do atendimento oncológico. E inovou: 117 hospitais privados aderiram, trocando dívidas por atendimento a pacientes do SUS.
Os resultados aparecem nas Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), o modelo que reúne consulta, exames e diagnóstico num mesmo fluxo — sem obrigar o paciente a peregrinar por unidades em datas diferentes. Até agosto de 2026, foram 1,31 milhão de OCIs, 54% a mais do que em todo o ano de 2025. As OCIs executadas pelos componentes do programa saltaram mais de 1.100% no período.
Enquanto isso, a extrema direita repetia que “o SUS é uma porcaria” e pregava saúde como mercadoria. Bolsonaro desmontou a máquina, congelou verbas e terceirizou o cuidado. Onde o Estado investe, a fila anda. Onde o mercado manda, o pobre espera.
A contradição central
O SUS bate recorde atrás de recorde, recebe o maior orçamento da história e amplia a rede de atenção básica. A extrema direita passou anos dizendo que o sistema estava quebrado. Se fosse verdade, mais investimento teria feito a fila crescer. Ela encolheu. O que estava quebrado era o projeto de quem queria acabar com o SUS.
Compartilhe isso. Mande para quem já foi salvo pelo SUS — e para quem ainda repete a mentira de que ele não funciona. 7,5 milhões de cirurgias em seis meses não são opinião: são dados do Ministério da Saúde.
