O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a proposta de reforma do Imposto de Renda (IR) coloca o país diante de um “constrangimento moral”, forçando um debate sobre a desigualdade tributária. Em entrevista ao Sem Censura (TV Brasil), ele destacou que o projeto isenta 10 milhões de brasileiros que ganham até R$ 5 mil e aumenta a tributação sobre quem recebe mais de R$ 5o mil por mês.
A reforma não aumenta a arrecadação, mas redistribui a carga tributária, corrigindo uma distorção histórica: hoje, os super-ricos pagam apenas 2% de alíquota efetiva, enquanto trabalhadores de baixa renda são sobrecarregados.
Como funciona a reforma?
1. Quem Ganha?
- Isenção total para quem recebe até R$ 5 mil/mês (10 milhões de pessoas). Desconto Maior para faixa de R$ 5mil/ mês (10 milhões de pessoas).
- Desconto maior para faixa de R$ 5 mil a R$ 7 mil (5 milhões de pessoas).
- Décimo quarto salário para professores e policiais de baixa renda, com a redução do IR.
2. Quem Paga Mais?
-
Quem ganha a partir de 50mil/mês (R$ 600 mil/ano) terá aumento progressivo.
-
Alíquota mínima de 10% para rendas acima de R$ (R$ 1,2 milhão/ano).
3. Por Que tributar os ricos?
-
Atualmente, 141 mil pessoas na faixa dos +R$ 50 mil/mês pagam apenas 2% de IR, pois sonegam via dividendos ou PJ.
-
Comparação de Haddad: “É como o morador da cobertura que não paga condomínio. Quem ganha muito pode começar a contribuir.”
A desigualdade tributária em números
- Ricos (ganhos de R$ 1 milhão/ano): Pagam 2%.
- Professora (salário de R$ 5 mil/mês): Paga até 27,5% hoje, mas será isenta.
- Impacto fiscal: Neutro (não aumenta arrecadação, só redistribui).
O “Constrangimento Moral”
Haddad destacou que a proposta deixa a oposição sem argumentos:
-
Sem fake news: “Nem mentiras estão conseguindo inventar contra o projeto.”
-
Justiça social: “Não queremos arrecadar mais, só corrigir uma distorção histórica. O Brasil foi o último a abolir a escravidão, e ainda tributa pobre mais que rico.”
-
Compromisso com Lula: O ministro lembrou que aceitou o cargo só com a condição de taxar grandes fortunas e revisar benefícios fiscais a empresas.
Fonte: Agência Brasil






Deixe seu comentário