O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, declarou nesta quarta-feira (30) que o governo federal vê com simpatia a proposta de reduzir a jornada de trabalho no Brasil das atuais 44 para 40 horas semanais. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, Marinho afirmou que o país está preparado para essa mudança, mas destacou que a decisão depende do Congresso Nacional, já que exige uma emenda constitucional.
Por que agora?
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Marinho lembrou que uma oportunidade foi perdida no passado, quando as centrais sindicais rejeitaram uma redução gradual (meia hora por ano).
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“Acredito sinceramente que é plenamente possível”, disse o ministro, ressaltando a importância de negociação responsável para evitar impactos negativos na economia.
Escala 6×1: debate mais difícil
Enquanto a redução da jornada parece ter espaço para avançar, o fim da escala 6×1 – que obriga trabalhadores a laborarem seis dias para descansar apenas um – enfrenta maior resistência, especialmente do comércio e dos serviços.
O que diz o ministro?
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“É o turno mais cruel, principalmente para as mulheres, que são mães e têm dupla jornada.”
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Marinho defende que a questão seja resolvida em acordos coletivos, mas reconhece a necessidade de pressionar por mudanças.
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Uma PEC da deputada Érika Hilton (PSOL-SP) propõe o fim da escala, mas a Confederação Nacional do Comércio (CNC) já se posicionou contra, alegando risco de demissões.
Próximos passos
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O governo deve apoiar a PEC das 40 horas, mas o debate no Congresso promete ser acirrado.
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Enquanto isso, sindicatos e movimentos sociais pressionam pelo fim da escala 6×1, tema que ganhou força nas redes.
Nota da Frente Livre:
Enquanto patrões resistem, a luta por menos horas de trabalho e mais qualidade de vida avança. A pressão popular será decisiva para garantir vitórias à classe trabalhadora.
Fonte: Agência Brasil






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