Os brasileiros estão pagando os juros mais altos da história no rotativo do cartão de crédito: 445% ao ano, segundo dados do Banco Central. Isso significa que uma dívida de R$ 1 mil pode virar R$ 4.450 em apenas 12 meses se não for paga. A situação piorou rápido: em um ano, esses juros subiram 23,7 pontos percentuais, mesmo com as tentativas do governo de limitar os abusos.
O problema não para aí. Quando o consumidor não consegue quitar a fatura, os bancos transformam a dívida em parcelas com juros de 181% ao ano – valor que subiu em março, contrariando a tendência de queda dos últimos meses. Para piorar, o cheque especial – outra armadilha financeira – continua cobrando 134% ao ano das famílias e incríveis 349% das empresas.
Por que os juros estão nas alturas?
Três fatores explicam essa escalada:
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Taxa Selic alta (14,25% ao ano) encarece todo o crédito
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Bancos aumentando margem de lucro (spread bancário de 19,4 pontos)
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Falta de competição no mercado financeiro
Efeito no bolso:
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Famílias já comprometem 27,2% da renda com dívidas
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Endividamento atinge 48,2% da renda anual
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Inadimplência estável em 3,2% esconde crise social
CRÉDITO PARA EMPRESAS TAMBÉM SOBE
| Modalidade | Taxa atual | Variação em 1 ano |
|---|---|---|
| Cheque especial | 349,2% a.a. | +9 pontos |
| Crédito livre | 24,6% a.a. | +3,5 pontos |
| Direcionado | 18,4% a.a. | +4,9 pontos |
O QUE FAZER?
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<<>> Fique atento aos programas de renegociação (como Desenrola)
Fonte: Agência Brasil






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