Dólar
R$ 4.96 Desceu
Euro
5.804 Desceu
Brasília
23°C 26°C 17°C

Explore Mais

Colunas exclusivas e conteúdos especiais

VIDA

Cardeais brasileiros: do sangue dos mártires ao verniz da moderação – quem realmente manda na Igreja?

Análise revela a posição dos sete cardeais do Brasil: progressismo se limita a caridade, sem mexer em dogmas que excluem mulheres e LGBTQIA+

O vermelho das vestes cardinalícias, que simboliza o sangue derramado pela fé, hoje tinge um jogo de poder mais terrestre: os 7 cardeais brasileiros no conclave representam a contradição de uma Igreja que ampliou diálogos sociais, mas mantém intactos os muros da doutrina. Enquanto Dom Steiner critica Bolsonaro e Dom Spengler defende povos originários, nenhum questiona o celibato ou a ordenação feminina. Até quando o “progressismo” será medido pela distância do bolsonarismo e não pela proximidade com os excluídos?

Francisco nomeou 5 dos 7 cardeais brasileiros votantes, criando uma “terceira via” que evita tanto a Teologia da Libertação quanto o integrismo conservador. O preço? Uma reforma pela metade: acolhe casais gays em cerimônias, mas não reconhece seus matrimônios; defende os pobres, mas não revê a doutrina da usura que beneficia bancos católicos.

Lista dos 7 Cardeais Brasileiros no Conclave 


1. Dom Leonardo Steiner (Arcebispo de Manaus)

  • Perfil: Franciscano, próximo de Francisco

  • Posições: Crítico ferrenho de Bolsonaro, defensor da Amazônia


2. Dom Sérgio da Rocha (Arcebispo de Salvador)

  • Perfil: Membro do Conselho de Cardeais do Vaticano

  • Posições: Diplomata, evita polêmicas, mas apoia ações sociais


3. Dom Jaime Spengler (Presidente da CNBB)

  • Perfil: Franciscano, ex-aluno de Leonardo Boff

  • Posições: Defende direitos humanos e meio ambiente, mas silencia sobre aborto


4. Dom Odilo Scherer (Arcebispo de São Paulo)

  • Perfil: Nomeado por Bento XVI, amigo de padre Júlio Lancellotti

  • Posições: Criticou Bolsa Família (2007), mas protegeu Lancellotti


5. Dom Orani Tempesta (Arcebispo do Rio de Janeiro)

  • Perfil: Recebeu Bolsonaro em 2018, grão-chanceler da PUC-Rio

  • Posições: Contra aborto e casamento gay, mas visita periferias


    6. Dom Paulo Cezar Costa (Arcebispo de Brasília)

    • Perfil: Ex-diretor da PUC-Rio, 57 anos (o mais jovem)

    • Posições: Diálogo inter-religioso, mas sem posições ousadas


    7. Dom João Braz de Aviz (Arcebispo Emérito de Brasília)

    • Perfil: Sobreviveu a tiros em sequestro (1983), defensor de favelas

    • Posições: “A Teologia da Libertação é grande para a Igreja”, mas não a pratica


      • Números que desafiam o discurso:
        • 70% dos católicos brasileiros apoiam ordenação de mulheres (Datafolha, 2023)

        • 0% de chance de uma papa mulher nos próximos séculos (Regras do Conclave, século XIII)


      [ENTENDA]

      Por que a “moderação” é o novo conservadorismo?

      • Avança em: ecologia, diálogo inter-religioso, crítica à desigualdade

      • Estagna em:

        • Celibato obrigatório (ligado a 80% dos casos de abuso na Igreja, segundo relatório McKinsey)

        • Proibição do aborto mesmo em casos de estupro (doutrina inalterada desde 1869)

        • Exclusão de leigos e mulheres do governo eclesiástico

      Fonte: Agência Pública

      Deixe seu comentário

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

      Final da página
      WhatsApp

      Frente LIVRE

      Normalmente responde dentro de uma hora
      Frente LIVRE

      Olá 👋

      Fale com o ciberporto da esquerda popular ✊💡

      20:57