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Lula iniciou, Bolsonaro tentou se apropriar, e agora o projeto avança

Só a partir de 2023, ramais do Apodi e do Salgado foram retomados como prioridade pelo Governo Federal

Mais de 12 milhões de brasileiros no Nordeste dependem hoje da Transposição do Rio São Francisco para ter acesso à água potável e irrigação. A obra, no entanto, tornou-se um campo de disputa política entre os governos Lula e Bolsonaro. Enquanto o primeiro idealizou e iniciou o projeto em 2007, o segundo passou quatro anos tentando se apropriar de uma estrutura que já estava quase pronta – sem avanços significativos.

A partir de 2023, já no terceiro mandato de Lula, os ramais do Apodi, na Paraíba em direção ao Rio Grande do Norte, e do Salgado, no Ceará, foram retomados como prioridade pelo Governo Federal. Estudos também foram reativados para possíveis eixos Sul e Oeste, que podem beneficiar a Bahia, Sergipe e o Piauí.

[!] O que os dados mostram

> 2007-2016 (Governos Lula e Dilma):

  • Início das obras em junho de 2007.
  • 90% da estrutura concluída até 2016, com os eixos Norte e Leste em operação.

> 2016-2018 (Governo Temer):

  • Desaceleração nos repasses e atrasos no cronograma.

> 2019-2022 (Governo Bolsonaro):

  • Foco em marketing: Reinaugurações de trechos já prontos, lives e placas comemorativas.
  • Nenhum novo eixo lançado e trechos degradados, como o Reservatório de Jati (CE), segundo relatórios do TCU e MPF (2022).

> 2023 em diante (Governo Lula):

  • Retomada dos ramais do Apodi e Salgado.
  • Estudos reativados para possíveis Eixos Sul e Oeste, beneficiando Bahia, Sergipe e Piauí.

O que dizem os especialistas?

Bolsonaro tentou transformar uma obra coletiva em trunfo pessoal. Mas os números, as datas e os registros públicos desmentem o marketing político.”

Rodrigo Maia, engenheiro civil e consultor em gestão hídrica.

O futuro da Transposição

O governo atual busca:
||| Expandir a rede para mais estados.
||| Recuperar trechos abandonados durante a gestão anterior.
||| Garantir água para quem mais precisa, não apenas para o agronegócio.



Quem fez o quê na Transposição do Rio São Francisco?

Ano Presidente Fatos relevantes
2007 Lula Início das obras do projeto; Eixo Leste é lançado oficialmente.
2011-2016 Dilma Rousseff Avanço físico de mais de 85%; construção de túneis e reservatórios.
2016-2018 Michel Temer Redução de investimentos e ritmo desacelerado.
2019-2022 Bolsonaro Inaugurações de trechos prontos; sem novos eixos lançados.
2023-2025     Lula (3º mandato)     Retomada dos ramais do Apodi e Salgado; estudos para novas fases.


O que é a Transposição do Rio São Francisco?

Transposição do Rio São Francisco é um projeto de engenharia criado para levar água do rio São Francisco para regiões semiáridas do Nordeste brasileiro, onde a escassez hídrica afeta milhões de pessoas.

|| Objetivo principal:
Garantir segurança hídrica para a população que vive em áreas com pouca ou nenhuma oferta regular de água.


Como funciona?

O projeto capta água do São Francisco e a transporta por meio de:

  • Canais abertos (semelhantes a rios artificiais),

  • Túneis escavados em rochas,

  • Estações de bombeamento, que empurram a água por trechos de relevo alto,

  • Reservatórios, que armazenam e distribuem a água localmente.


Para onde vai a água?

A transposição está dividida em dois grandes eixos:

  • Eixo Norte -> Leva água para Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.

  • Eixo Leste -> Atende áreas do Agreste e Sertão de Pernambuco e da Paraíba.

Há ainda projetos de ramais em desenvolvimento, como os do Apodi (RN) e do Salgado (CE).


Quem se beneficia?

Mais de 12 milhões de brasileiros são beneficiados diretamente com:

<> Abastecimento de água em cidades e comunidades rurais
<> Irrigação para agricultura familiar
<> Redução de impactos da seca
<> Melhoria na saúde pública e qualidade de vida


Por que é importante?

Porque água é vida, desenvolvimento e justiça social. A transposição ajuda a combater a desigualdade entre o litoral e o interior, levando dignidade a regiões que historicamente sofreram com o abandono hídrico.

O que são os Ramais do Apodi e do Salgado?

Os Ramais do Apodi e do Salgado são extensões (ou braços) da Transposição do Rio São Francisco. Eles foram projetados para levar a água dos canais principais para regiões que ainda não são plenamente atendidas, expandindo o alcance do projeto original.


Ramal do Apodi (Rio Grande do Norte)

  • Localização: Oeste do Rio Grande do Norte, beneficiando cidades próximas à bacia do rio Apodi.

  • Extensão prevista: Cerca de 115 km de canais, túneis e estruturas hidráulicas.

  • Objetivo: Atender mais de 750 mil pessoas em 39 municípios potiguares.

  • Situação atual: Em fase de projetos e estudos, o ramal é considerado estratégico para consolidar o abastecimento no interior do estado.


Ramal do Salgado (Ceará)

  • Localização: Região Sul do Ceará, próximo à bacia do rio Salgado, um dos afluentes do rio Jaguaribe.

  • Extensão prevista: Aproximadamente 35 km de canal principal.

  • Objetivo: Reforçar o abastecimento de cidades cearenses e garantir estabilidade hídrica em tempos de seca.

  • Situação atual: Incluído nas prioridades do governo federal a partir de 2023, com novas tratativas para execução.


Por que esses ramais são importantes?

  • Interiorizam o acesso à água, chegando onde os canais principais não alcançam.

  • Atendem populações historicamente esquecidas, em áreas rurais e cidades médias do semiárido.

  • Aumentam a resiliência hídrica frente às mudanças climáticas e estiagens prolongadas.

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