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ECONOMIA

Para quem tem reais a investir, bolsa brasileira dá surra na Argentina

O balanço do primeiro semestre de 2025 nos mercados financeiros da América do Sul revela um cenário de ganhos e perdas acentuadas

Ao final do semestre, o índice Merval, principal indicador da bolsa argentina, apresentou uma queda de 19% em peso argentino. Contudo, a depreciação da moeda local frente ao dólar americano amplificou o prejuízo para quem investe em moeda forte: em dólares, a bolsa argentina recuou 30%. Isso significa que cada dólar investido no Merval no início do ano resultou em uma perda de um terço do capital.

Efeito para o investidor brasileiro

Para o investidor brasileiro, o cenário foi ainda mais desafiador. Enquanto o dólar se valorizou na Argentina, no Brasil, a moeda norte-americana desvalorizou frente ao real no período. Essa combinação de fatores – a queda da bolsa argentina em dólar e a valorização do real frente ao dólar – resultou em uma perda substancial para quem aplicou capital do Brasil na Argentina.

Como exemplo prático, cada R$ 100 investidos no Merval argentino no início do ano valeria, ao final do semestre, aproximadamente R$ 61,62. Isso representa uma desvalorização de cerca de 38,4% para o capital em reais.

Oportunidade perdida no Ibovespa

Em contrapartida, o mercado de capitais brasileiro ofereceu um desempenho positivo. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, registrou uma valorização entre 13% e 14% no mesmo período. Dessa forma, os R$ 100 investidos no Ibovespa no início do ano teriam se transformado em aproximadamente R$ 113 ou R$ 114.

Custo da oportunidade

A análise comparativa entre os dois mercados revela um custo de oportunidade expressivo. A diferença entre o retorno que se teria no Ibovespa e a perda sofrida no Merval argentino é superior a 50%. Em outras palavras, se você tinha reais, queria investir em ações e levou o dinheiro para a Argentina, sua poupança de R$ 100 minguou para R$ 61 depois de seis meses. Na bolsa do Brasil, no mesmo período, ela cresceu para R$ 114.  

A decisão de investir na Argentina, em vez de alocar os recursos no Brasil, resultou em uma penalidade financeira de mais de 50% do capital inicial.

Este cenário reforça a premissa de que, em mercados dinâmicos e voláteis, a capacidade de antecipar movimentos e planejar ações é fundamental. A constante exploração e questionamento da rotina de investimento, aliada à disposição de abrir-se a novas perspectivas e reinventar-se a cada instante, são pilares para navegar com sucesso em ambientes de risco e otimizar retornos.


[Comparativo do investimento na bolsa (BRAxARG) – Primeiro Semestre]

Indicador Variação no Semestre      Impacto para R$ 100 Iniciais
Merval (Argentina – em pesos) -19% N/A (variação local)
Merval (Argentina – em dólares) -30% N/A (variação em moeda forte)
Merval (Argentina – para investidor brasileiro em Reais) ~ -38,4% R$ 100 se tornaram R$ 61,62
Ibovespa (Brasil – em Reais) +13% a +14% R$ 100 se tornaram R$ 113 a R$ 114
Custo de Oportunidade (Não investir no Ibovespa vs. Merval)     > 50% em 6 meses Diferença de mais de R$ 50 por R$ 100

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