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BRASIL

Lula e STF disparam em aprovação; Congresso afunda na rejeição

Estudo do IPESPE revela cenário polarizado e impactante para os pilares da democracia brasileira

Pesquisa do IPESPE, divulgada na manhã desta quinta (25), traça um panorama contundente da percepção popular sobre as principais instituições políticas do Brasil. O levantamento “PULSO BRASIL: Aprovação dos Poderes e Percepção do Noticiário” revela a ascensão do Governo Lula e do Supremo Tribunal Federal (STF), contrastando dramaticamente com a crescente desaprovação da Câmara dos Deputados. 

A pesquisa foi realizada entre os dias 19 e 22 de setembro de 2025, ouvindo 2.500 brasileiros com 16 anos ou mais, de todas as regiões do país. Utilizando uma metodologia híbrida de entrevistas telefônicas (CATI) e online (CAWI), o estudo assegura representatividade demográfica com uma margem de erro de 2,0 pontos percentuais.

A grande novidade da pesquisa é o avanço notável na aprovação do Governo Lula. Em apenas dois meses, a taxa de aprovação saltou sete pontos percentuais, atingindo agora 50%, em comparação com 43% na sondagem anterior. Esse movimento reverte um saldo negativo de -8% em julho para um positivo de +2% em setembro.

A aprovação é esmagadora entre eleitores de esquerda (95%) e alcança a maioria no centro (49%) e na classe média (51%), indicando um apoio que transcende a base ideológica mais fiel. Essa ascensão pode ser atribuída a uma combinação de fatores, incluindo a implementação de políticas públicas com foco social e a eficácia da comunicação governamental em pautas estratégicas que dialogam com a maioria popular, além de um cenário de combate à desinformação que busca deslegitimar as conquistas progressistas.

Paralelamente, o Supremo Tribunal Federal (STF) também registrou uma evolução favorável em sua imagem. A aprovação do Tribunal aumentou em três pontos, passando de 43% para 46%, enquanto a desaprovação recuou cinco pontos, de 49% para 44%. Com isso, o saldo de aprovação do STF, antes negativo em -6% em julho, tornou-se positivo em +2% em setembro.

Segundo o próprio relatório, esse movimento ascendente está diretamente ligado à “grande exposição do Tribunal no julgamento da “trama golpista” em agosto”. A atuação firme do STF na defesa do Estado Democrático de Direito e no enfrentamento de ameaças autoritárias, especialmente em um contexto de ataques à democracia, ressoou positivamente em parcelas da população que veem na Corte um baluarte contra o retrocesso e pela manutenção da ordem constitucional.

CONGRESSO INIMIGO DO POVO

Em contraste com as ascensões do Executivo e do Judiciário, a Câmara dos Deputados experimenta um profundo desgaste em sua imagem. A desaprovação à atuação da Câmara cresceu sete pontos, alcançando alarmantes 70%, com apenas 18% de aprovação. O saldo negativo despencou para -52%, o que demonstra um nível crítico de rejeição popular.

O relatório IPESPE atribui essa deterioração a eventos específicos e de grande repercussão: “Ao motim no plenário em agosto somou-se a PEC das Prerrogativas, produzindo um desgaste significativo na imagem da Câmara”. A percepção de que a Casa Legislativa estaria mais preocupada em defender interesses corporativistas ou em pautas conservadoras, em detrimento das necessidades da sociedade, pode ter contribuído para essa reprovação massiva. A insistência na PEC da Bandaidagem ou em dificultar investigações, por exemplo, gera uma profunda desconfiança na população que clama por mais transparência e ética na política.

O Senado Federal, por sua vez, apresentou uma oscilação positiva, embora discreta. A aprovação subiu um ponto, para 26%, e a desaprovação diminuiu dois pontos, para 59%, resultando em uma melhora no saldo negativo, que passou de -36% para -33%.

A justificativa para essa relativa estabilidade ou leve melhora é que a Casa “sem agenda que o colocasse sob foco” não foi alvo de grandes polêmicas no período, sugerindo que a ausência de grandes debates e tensões públicas pode, por vezes, preservar a imagem de uma instituição em momentos de crise generalizada de representatividade. Contudo, a aprovação ainda é baixa, indicando um desafio contínuo para o parlamento reconquistar a confiança do povo.

A pesquisa também oferece insights valiosos sobre a percepção do noticiário a respeito do Governo Lula. Houve uma melhora na avaliação da favorabilidade das notícias, com o saldo de percepções mais favoráveis subindo para +3% em setembro, revertendo a tendência negativa de maio (-26%) e julho (-10%).

Isso indica que, para uma parcela da população, a narrativa sobre o governo tem sido mais positiva ou menos crítica. Contudo, é fundamental pontuar que a pesquisa, realizada entre 19 e 22 de setembro, não captou a repercussão de eventos importantes como as manifestações do dia 21 nem o discurso do presidente Lula na ONU, o que poderia ter alterado ainda mais esse panorama.

Entre as notícias mais lembradas, o “Tarifaço de Trump” e o “Roubo do INSS” lideram o recall, evidenciando que pautas econômicas e de segurança pública – mesmo que com um componente de desinformação, como no caso do “roubo do INSS” – ainda são as que mais ressoam no cotidiano das pessoas. 


Veja a íntegra da pesquisa


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