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Israel volta a violar o cessar-fogo em ataque à Faixa de Gaza

Palestinos descartam quebra do acordo e acusam o governo Netanyahu de "fabricar pretextos frágeis para justificar seus crimes"

Gaza voltou a ser bombardeada por Israel neste domingo (19), em flagrante desrespeito ao cessar-fogo. Não é a primeira vez que o governo de Benjamin Netanyahu viola as etapas do acordo que visa colocar fim ao conflito. Ao longo da semana, outros ataques com anuência do primeiro-ministro israelense foram realizados e mataram, pelo menos, 11 palestinos.

De acordo com a Federação Árabe Palestina (Fepal) Brasil, este novo bombardeio aéreo em Rafah ceifou a vida de, no mínimo, 5 pessoas.

A frágil justificativa do Exército de Israel para interromper a trégua tenta implicar os militantes do Hamas, ao dizer que foram os palestinos que quebraram as regras ao atacarem militares.

Netanyahu, por sua vez, declarou que seriam tomadas firmes ações contra alvos em Gaza. Em nota, as Forças de Defesa de Israel (IDF) indicaram que suas tropas foram alvo de um míssil antitanque que operava em Rafah para desmantelar a infraestrutura do Hamas: “Em resposta, as IDF começaram a atacar a área para eliminar a ameaça e desmantelar túneis e estruturas militares”.

Sem apresentar provas, Israel utilizou a comum tática da extrema direita de acusar o oponente de fazer aquilo que eles mesmos fazem, como forma de justificar suas ações.

A situação demonstra o frágil acordo costurado pelo presidente dos Estados Unidos Donald Trump. Pelo acordo, parece que somente os palestinos devem cumprir a sua parte, pois os israelenses mantêm suas ações genocidas.

O Hamas negou qualquer ataque. Pelo contrário, o grupo acusa as tropas israelenses de violarem o acordo de cessar-fogo, desde a sua implementação em 10 de outubro, em 47 situações, ocasionando 38 mortes e 143 feridos.

Segundo o alto funcionário do Hamas, Izzat Al Risheq, a “ocupação israelense continua a violar o acordo e a fabricar pretextos frágeis para justificar seus crimes”.

Al Risheq destaca que os palestinos têm cumprido com a sua parte, ao libertar reféns e entregar os corpos das vítimas da guerra. Há dificuldade na localização de reféns que perderam a vida devido aos ataques de Tel Aviv, pois, ao bombardearem indiscriminadamente o enclave, contribuíram para as mortes e o soterramento dos corpos de cidadãos de Israel.

Já os restos mortais de palestinos entregues por Israel apresentavam sinais de tortura e execução. Médicos legistas do hospital Nasser, em Khan Younis, apontaram que grande parte dos 120 corpos devolvidos até o momento tinha vendas, amarras e tiros na cabeça.

No momento, a preocupação é de que Israel tenha manipulado as circunstâncias ao aceitar uma trégua tratada internamente como temporária, para depois criar motivos para voltar a atacar Gaza com ainda mais força.

O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, publicou no X uma mensagem em que demonstra a face da selvageria do governo de Tel Aviv. Frente à volta dos ataques neste domingo, ele chama o Hamas de “terroristas nazistas” e pede a retomada total dos ataques a Gaza: “Peço ao primeiro-ministro [Netanyahu] que ordene às Forças de Defesa de Israel (IDF) que retomem os combates na Faixa de Gaza com força total. A falsa ideia de que o Hamas virará as costas, ou mesmo cumprirá o acordo assinado, está se revelando perigosa para a nossa segurança, como esperado. A organização terrorista nazista deve ser completamente destruída – de preferência uma hora antes”, disse com cinismo.

 A situação mostra que o governo de extrema direita de Israel não pretende seguir as etapas previstas no acordo pelo fim da guerra. A passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, continua fechada por ordem de Netanyahu, o que impede a entrada de ajuda humanitária. Tudo isso leva a crer que os sionistas não fazem sua parte, mas exigem que os palestinos façam a deles, para depois voltarem com seu planejamento de ocupação de Gaza e dificultarem qualquer medida no sentido de paz e de convivência com a solução de dois Estados. Resta saber como Trump e os demais países envolvidos no acordo irão se portar frente diante do evidente desrespeito de Israel.

Fonte: Portal Vermelho

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