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BRASIL

Lula pede a ministros pra não envolverem governo na prisão de Bolsonaro

Secretaria de Comunicação Social captou movimentação nas redes sociais para insuflar a narrativa de politizar a questão

Lá da África do Sul, onde participa da reunião do G20, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva emitiu um comando a seus ministros, na manhã deste sábado, para que nenhum membro do governo faça qualquer comentário sobre a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Nem se forem provocados pela imprensa e muito menos em suas contas pessoais nas redes sociais. O aviso foi dado por intermédio da Casa Civil e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom). 

Lula não quer envolver o governo num assunto que julga ser de competência exclusiva do Poder Judiciário.

Bolsonaro vai preso depois de PF captar sinais de que pretendia fugir

Por seu lado, a Secom captou uma movimentação nas redes sociais, orquestrada por contas bolsonaristas, para insuflar a versão de que a prisão foi arbitrária, fruto de perseguição política e ato do que chamam de “ditadura da toga” no Brasil. 

Logo, a politização da prisão, segundo argumentaram os conselheiros do presidente, serve apenas à agenda da extrema direita e do próprio Jair Bolsonaro, que, por outro lado, foi preso porque tramava uma fuga antes que o mandado de prisão pela condenação há mais de 27 anos de cadeia seja emitido. 

Entre os bolsonaristas, circula um vídeo criado por inteligência artificial e postado no TikTok em que uma repórter chamada Juliana Casanova anuncia que todas as sentenças do STF brasileiro contra Bolsonaro teriam sido “canceladas” pelo Tribunal de Haia. Trata-se obviamente de uma aberração, porque o Tribunal Penal Internacional não tem jurisdição para cancelar decisões judiciais dentro do territórios dos países, mesmo de seus signatários. 

Do ponto de vista político, esse vídeo serve para difundir a crença de que Bolsonaro sofre perseguição judicial no Brasil. Essa é só uma das peças postadas entre a noite de sexta e a madrugada do sábado nas redes sociais do Brasil. Ou seja, haveria motivo “plausível” para que Bolsonaro fugisse do país. É claro que o argumento é absurdo e originado numa informação flagrantemente falsa. Mas entre os apoiadores da extrema direita, isso nunca foi um problema. 

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