O bolsonarismo, em sua faceta mais radical, cruzou definitivamente a linha da oposição política para abraçar a lógica do fascismo. Em uma escalada coordenada de ódio e violência, um influenciador com 3 milhões de seguidores sugeriu ataques à filha do ministro do STF, Alexandre de Moraes, enquanto um empresário de Mato Grosso do Sul convocou abertamente o “extermínio” de filiados ao Partido dos Trabalhadores (PT). Os dois episódios, aparentemente distintos, são as faces da mesma estratégia: a eliminação do adversário, seja pela intimidação ou pela aniquilação física.
De sua piscina, o influenciador Alex Oliveira (@respeitaoalex) publicou um vídeo onde aponta a filha do ministro, Giuliana Barci de Moraes, como o “calcanhar de Aquiles” de seu pai. Em uma ameaça velada, ele sugere que seus seguidores atuem “fora das quatro linhas” e que o que mais poderia afetar um pai seria “ver a própria filha cair”. A mensagem é clara: a disputa política deve ser levada para o campo pessoal e familiar, uma tática clássica de intimidação usada por regimes autoritários para silenciar instituições.
Enquanto a cúpula do Judiciário é ameaçada em Brasília, a base da militância política é alvo em Mato Grosso do Sul. O empresário Luiz Paulo Lemos Castelluccio, dono da “Tonon Telecom”, usou suas redes para convocar o “extermínio” de petistas, comparando-os a terroristas. “Vai dar morte”, avisou, ao desafiar um pré-candidato do PT para um duelo nas ruas.

A retórica de Castelluccio não é um ato isolado, mas um padrão de comportamento. Com histórico de agressões, condenações por humilhar funcionários e processos movidos pela própria mãe, o empresário personifica a figura do militante que se sente autorizado pela ideologia a praticar a violência. Suas redes, agora retiradas do ar após denúncia à polícia, eram uma vitrine de ofensas ao STF e de apologia à violência.
Os dois casos, juntos, desenham o contorno do novo fascismo brasileiro. De um lado, a intimidação seletiva e psicológica contra as autoridades que representam os freios e contrapesos da República. Do outro, a convocação para a violência em massa, a desumanização do adversário político, transformando-o em um alvo a ser eliminado.
O presidente do PT-MS, deputado Vander Loubet, já protocolou uma notícia-crime contra o empresário na Polícia Federal. A questão que fica é se as instituições serão capazes de conter um movimento que não busca mais o debate, mas a destruição de tudo que se opõe a ele.
Fonte: com informações do Diário do Centro do Mundo






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