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ECONOMIA

Com R$ 1.621, mínimo recupera poder de compra perdido na era Bolsonaro

Com nova política de valorização, piso nacional não só recupera perdas, mas supera maior poder de compra

O salário mínimo passa a valor R$ 1.621 a partir de hoje, um aumento de 6,8%. Mais do que um reajuste, o novo piso é o símbolo da retomada da política de valorização real, que contrasta diretamente com a estagnação imposta durante os governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro, período em que o poder de compra do trabalhador foi corroído.

A diferença fundamental está na fórmula de cálculo. Enquanto a gestão anterior se limitava a repor a inflação do ano anterior – uma política que, na prática, congelava o poder de compra -, a nova regra garante um aumento real ao somar a inflação (INPC) ao crescimento do PIB de dois anos antes. Isso significa que o trabalhador passa a participar do crescimento da economia.

O abismo entre as políticas: ganho real vs. perda de compra

Durante o governo Bolsonaro (2019-2022), a política do “reajuste zero” de ganho real fez com que o salário mínimo perdesse valor. O maior valor nominal no período foi em 2022, com R$ 1.212. No entanto, ao se analisar o poder de compra, o melhor momento foi no início de seu governo, em 2019, quando o piso de R$ 998 ainda carregava os ganhos reais concedidos em anos anteriores. De lá para cá, a política de reposição apenas pela inflação se mostrou desastrosa.

“Enquanto os preços avançavam continuamente, a recomposição salarial ocorria apenas uma vez, no reajuste anual, fazendo com que o salário mínimo real se deteriorasse”, afirma o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos (Dieese), em nota técnica. O órgão ressalta que, entre 2020 e 2022, a simples reposição da inflação foi insuficiente para compensar a alta dos alimentos, que subiram muito acima da média e pesaram desproporcionalmente no bolso das famílias mais pobres.

O novo valor de R$ 1.621 não apenas recupera essas perdas, mas estabelece um novo patamar de poder de compra, superando o melhor momento do governo anterior e garantindo que o crescimento econômico do país chegue à base da pirâmide.

A realidade distante do ideal

Apesar do avanço significativo, o caminho para um salário verdadeiramente justo ainda é longo. Segundo o Dieese, o salário mínimo necessário para atender às necessidades básicas de uma família de quatro pessoas (moradia, alimentação, saúde, etc.), como prevê a Constituição, deveria ser de R$ 7.067,18 (valor de novembro de 2025). O novo piso, portanto, equivale a menos de um quarto do ideal.

Ainda assim, o impacto da nova política é inegável. O reajuste para R$ 1.621 beneficiará diretamente cerca de 62 milhões de brasileiros e injetará um montante estimado de R$ 81,7 bilhões na economia, fortalecendo o consumo e o mercado interno. É a prova de que valorizar o salário do trabalhador não é apenas uma questão de justiça social, mas também uma estratégia inteligente de desenvolvimento econômico.

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