A partir desta quinta-feira (1º), a gasolina, o diesel e o gás de cozinha ficam mais caros em todo o Brasil. O motivo não está na Petrobras, mas nos estados: o aumento é resultado de uma decisão dos governadores, que, por meio do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), aprovaram um reajuste na alíquota do ICMS sobre os combustíveis.
Na prática, a decisão dos estados representa um aumento de R$ 0,10 por litro na gasolina, R$ 0,05 no diesel e R$ 1,05 no botijão de gás de cozinha. Este é o segundo ano consecutivo que os governadores optam por elevar o tributo.
O aumento ocorre em um contexto complexo. Enquanto o governo federal, sob a gestão do presidente Lula, alterou a política de preços da Petrobras para desatrela-la da paridade internacional e tentar reduzir a volatilidade, a decisão dos estados rema na direção contrária, pressionando a inflação.
O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) justifica a medida pela necessidade de arrecadação, mas o fato é que o consumidor final se vê em um “sanduíche” de pressões. Dados do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) mostram que, mesmo quando a Petrobras reduz o preço nas refinarias, o alívio não chega à bomba. Em 2025, por exemplo, o preço da gasolina nas refinarias caiu 21,3%, mas o preço final ao consumidor subiu 0,3%, impactado principalmente pelo aumento nas margens de distribuição e revenda.
Agora, a esse cenário, soma-se um novo e pesado componente: a caneta dos governadores, que optaram por aumentar a carga tributária sobre um insumo essencial, com impacto direto no custo de vida de todos os brasileiros.






Deixe seu comentário