A inflação oficial do Brasil, medida pelo IPCA, encerrou 2025 com uma alta acumulada de 4,26%. O resultado, divulgado nesta sexta-feira (9) pelo IBGE, significa que o governo cumpriu a meta para o ano, que era manter o índice abaixo do teto de 4,5%.
O número, no entanto, foi alcançado apesar de uma pressão de alta no final do ano. Em dezembro, o índice subiu 0,33%, puxado principalmente pelo aumento nos preços de transportes e pela primeira alta no grupo de alimentos em seis meses.
Os vilões e os heróis de dezembro
Para entender o resultado do mês, é preciso olhar para as forças opostas que atuaram no bolso do consumidor:
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O grande vilão: Transportes. Este grupo foi o que mais subiu (0,74%) e o que mais pesou no índice. Os principais culpados foram a disparada nos preços do transporte por aplicativo (13,79%) e das passagens aéreas (12,61%).
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O herói: Habitação. Foi o único grupo que registrou queda (-0,33%), ajudando a segurar a inflação. O motivo principal foi a conta de luz, que ficou mais barata com a mudança da bandeira tarifária de vermelha para amarela.
A volta da inflação dos alimentos
Um ponto de atenção foi o grupo Alimentação e bebidas, que subiu 0,27% e interrompeu uma sequência de seis meses de queda. No supermercado, o consumidor sentiu o aumento de itens como a cebola (12,01%), a batata-inglesa (7,65%) e as carnes (1,48%). Por outro lado, produtos como o leite longa vida (-6,42%) e o arroz (-2,04%) ficaram mais baratos.
E para os mais pobres?
O IBGE também divulgou o INPC, que mede a inflação para as famílias de renda mais baixa (até 5 salários mínimos). Este índice fechou o ano em 3,90%, também mostrando uma desaceleração em relação a 2024, quando havia registrado 4,77%.
Fonte: Com informações da Agência Brasil






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