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ECONOMIA

Chegou a hora de alguém afastar o BRB de Ibaneis

Ingerência política do governador criou a crise e só uma intervenção do Banco Central pode resolver

A nota divulgada pelo Banco de Brasília (BRB) nesta segunda-feira, descartando riscos e afirmando ter “suficiência patrimonial”, não é um comunicado técnico. É uma perigosa peça de ficção política, redigida sob a batuta do governador Ibaneis Rocha, o arquiteto da crise que agora ameaça a solidez do banco. Diante da recusa da diretoria em admitir a gravidade do rombo e da evidente contaminação política, a intervenção do Banco Central (BC) deixou de ser uma opção e se tornou a única saída para salvar a instituição de seu controlador.

A realidade contra a ficção

A nota do BRB é uma coleção de meias-verdades que tentam esconder o incêndio:

  • A Ficção: O banco afirma ter “suficiência patrimonial”.

  • A Realidade: O Banco Central já enviou uma carta oficializando o rombo nas contas e exigindo capitalização, como revelado pela imprensa.

  • A Ficção: O BRB diz que “eventuais aportes do acionista controlador não retiram recursos de políticas públicas”.

  • A Realidade: O acionista controlador é o governo de Ibaneis. Qualquer aporte bilionário sairá, inevitavelmente, do dinheiro que deveria ir para escolas, hospitais e segurança. É uma promessa vazia para encobrir o custo real do resgate.

  • A Ficção: O banco afirma que “qualquer número não oficial divulgado publicamente é meramente especulativo”.

  • A Realidade: O próprio BRB admite ter descumprido regras do BC por meses e se recusa a publicar seu balanço, impedindo que o mercado e a sociedade saibam o tamanho real do prejuízo.

O câncer da ingerência política

A crise no BRB não nasceu de um mau negócio, mas de uma ordem política. Como já noticiado pela Frente Livre, o ex-presidente do banco, Paulo Henrique Costa, afirmou em depoimento à PF que alertou Ibaneis sobre a fraude no Banco Master e, mesmo assim, recebeu do governador a ordem para seguir com a operação de resgate.

Ibaneis Rocha usou o banco público como instrumento para salvar um parceiro privado, comprometendo quase 40% do patrimônio do BRB na manobra. Agora, a nota oficial do banco, que minimiza a crise, mostra que a diretoria continua refém do mesmo governador que a criou.

Intervenção para salvar, não para punir

Deixar a solução nas mãos de quem causou o problema é sentenciar o BRB à falência ou a um ciclo vicioso de injeções de dinheiro público para cobrir um buraco sem fundo.

Uma intervenção do Banco Central não seria uma medida de punição, mas de saneamento. Ela afastaria temporariamente a diretoria política, nomearia técnicos independentes para dimensionar o prejuízo real, estancar a sangria e apresentar um plano de recuperação viável, livre da interferência do Palácio do Buriti.

É a única forma de proteger o patrimônio do banco, o dinheiro dos correntistas e, principalmente, os recursos do contribuinte do Distrito Federal. A nota do BRB é a prova final de que, sob o comando de Ibaneis, a instituição perdeu o contato com a realidade. É hora de o Banco Central agir.


Fonte: Com informações da Agência Brasil

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