O mercado financeiro brasileiro viveu uma terça-feira (27) histórica. Em um dia de otimismo generalizado, a Bolsa de Valores (B3) ignorou limites, subiu 1,79% e encerrou o pregão aos 181.919 pontos, rompendo pela primeira vez a marca dos 180 mil pontos.
Na contramão da euforia bolsista, o dólar derreteu. A moeda norte-americana caiu 1,41%, sendo vendida a R$ 5,206. É o menor valor em 20 meses, patamar que não era visto desde maio de 2024. No acumulado de 2026, a divisa já perdeu mais de 5% de seu valor frente ao real.
A Tempestade Perfeita (a favor)
Dois ventos sopraram a favor do Brasil hoje, um interno e outro externo:
- Efeito IPCA-15: A divulgação de que a prévia da inflação desacelerou em janeiro (ajudada pela conta de luz) animou os investidores. Com os preços sob controle, cresce a aposta de que o Banco Central (BC) tem espaço para cortar a Taxa Selic, talvez já na reunião desta quarta-feira (28). Juros menores no horizonte empurram o dinheiro para a Bolsa.
- O Recuo de Trump: No cenário global, o capital está migrando dos EUA para países emergentes como o Brasil. O movimento ganhou força após Donald Trump recuar em suas ameaças de impor tarifas à União Europeia e abandonar a polêmica sobre a compra da Groelândia. Menos tensão geopolítica significa mais apetite ao risco.
Com o dólar barato e a Bolsa no topo, o mercado agora volta todas as atenções para a decisão do Copom amanhã, esperando a confirmação de que o ciclo de juros altos está com os dias contados.
Fonte: Com informações da Agência Brasil






Deixe seu comentário