O governo Luiz Inácio Lula da Silva jogou limpo: propôs um aumento estratégico do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) que, ao contrário do que prega a extrema direita, visa a justiça tributária, mirando nos setores mais lucrativos e nas transações financeiras de alto poder aquisitivo.
O aumento do IOF, defendido pelo presidente Lula e pelo ministro Fernando Haddad, é uma medida de justiça tributária.
“As bets pagam 12%, nós queremos que paguem 18%. Eles ganham bilhões e bilhões. Não querem pagar. As fintechs, hoje, são quase que uns bancos, não querem pagar. Então essa briga nós temos que fazer, gente, não dá para a gente ceder toda hora”
Lula no podcast “Mano a Mano”.
As mudanças propostas afetam diretamente:
- Compras internacionais e saques em moeda estrangeira: A alíquota do IOF sobe para 3,5%, impactando quem viaja ao exterior ou faz compras em sites estrangeiros com cartões de crédito/débito/pré-pago.
- Remessas para o exterior: Seja para contas de mesma titularidade ou de terceiros, a alíquota também vai para 3,5%.
- Empréstimos externos de curto prazo: Operações com prazo inferior a 365 dias, que antes eram isentas, passam a ter 3,5% de IOF.
- Previdência privada (VGBL) de alta renda: Aportes mensais acima de R$ 300 mil (em 2025) ou R$ 600 mil (a partir de 2026) passam a pagar 5% sobre o valor excedente.
É evidente que essas operações não fazem parte do cotidiano da maioria dos brasileiros, muito menos dos mais pobres. Quem vive do salário mínimo ou da aposentadoria não está fazendo remessas milionárias para o exterior, sacando grandes volumes de moeda estrangeira ou investindo em VGBLs de alta performance.
Nikolas Ferreira e a farsa do “Imposto dos Oprimidos”
Apesar da clareza sobre onde o imposto incide, a extrema direita, liderada por figuras como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e Luciano Zucco (PL-RS), orquestra uma campanha massiva para derrubar a medida. Nikolas, que se tornou o porta-voz do alarmismo, chamou o IOF de “Imposto sobre Oprimidos Financeiramente”, alegando que “ninguém vê, mas todo mundo paga principalmente o mais pobre”. Ele tenta ludibriar a população com exemplos como “o consumidor que compra a geladeira em 12 vezes paga IOF nas parcelas” ou “a pessoa que compra a blusinha na Shein paga IOF nas compras importadas”.
Essa narrativa é uma manipulação descarada. Embora o IOF incida sobre algumas operações de crédito e câmbio que podem, indiretamente, ter algum impacto no custo final de produtos (como fretes internacionais), a proporcionalidade do imposto é claramente progressiva neste pacote do governo Lula.
Por exemplo, se alguém compra uma blusinha na Shein por R$ 30, a compra só seria taxada se o produto viesse do exterior — em muitos casos nas plataformas de compra chinesas, como a Shein, as vendas já são nacionais. Mas, mesmo assim, se fosse taxada, a pessoa pagaria a alíquota de 3,5%. Isto é, a blusinha passaria de R$ 30 a R$ 31,05.
Já um milionário que faz uma remessa de US$ 50 mil (ou R$ 274,5 mil no câmbio atual) para uma conta no exterior, passa a pagar R$ 8,2 mil de imposto. Antes pagava 1%, ou seja, R$ 2,7 mil.
Que fique claro: os maiores aumentos estão concentrados onde o dinheiro realmente circula em grande volume e nas mãos de quem detém maior poder financeiro.
A oposição, que se diz preocupada com a “redução do custo da máquina pública”, na verdade, reluta em permitir que os setores que mais lucram paguem uma fatia justa. Como bem apontou o cientista político Paulo Niccoli Ramirez, “boa parte dos partidos do centrão, sobretudo da extrema direita, que são representantes das elites, agem de maneira hipócrita, cínica.”
A batalha contra o aumento do IOF é, na verdade, uma batalha das elites para manter seus privilégios fiscais e uma tentativa de inviabilizar a política social do governo, forçando cortes que, de fato, atingiriam os mais vulneráveis. O governo, ao contrário, busca financiar programas essenciais e manter o arcabouço fiscal sem penalizar quem já vive no limite.
[IOF – Quem Paga a Conta?]
NOTA EDITORIAL
A Frente Livre reitera: a batalha pelo IOF é a batalha por um Brasil mais justo. É preciso desarmar a mentira e defender um imposto que, sim, faça os ricos pagarem a conta devida e o povo, finalmente, colher os frutos de uma política econômica que prioriza a vida!






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