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lucro na saúde privada
Ex-dona da Amil no Brasil, a UnitedHealth Group dos EUA lucrou seis bilhões de dólares negando um a cada três pedidos dos usuários do plano de saúde. Foto: Agência Bloomberg
VIDA

Empresa lucra bilhões negando saúde aos doentes

Calma! Isso foi nos EUA

A UnitedHealth Group, uma das maiores operadoras de planos de saúde dos Estados Unidos — no Brasil, foi dona da Amil entre 2012 e 2023 –, registrou 6,2 bilhões de dólares em lucros no último trimestre, enquanto negou 32% de todos os pedidos de autorização prévia para tratamentos médicos.

Um relato viral publicado na rede social Mastodon pelo usuário JoeWo (que é algo como o nosso Zé Ninguém) expôs a brutalidade do modelo privado norte-americano.

A lógica do capital financeiro aplicado à saúde é simples e cruel: o lucro da empresa depende diretamente da recusa em prestar o serviço pelo qual o trabalhador já pagou. O usuário da rede social resumiu a engrenagem perversa do sistema de saúde privado que domina os Estados Unidos.

“A UnitedHealth Group registrou 6,2 bilhões de dólares em lucros no último trimestre enquanto, simultaneamente, negava 32% de todos os pedidos de autorização prévia”, denunciou a postagem. A denúncia vai direto ao ponto sobre como o roubo é institucionalizado. “Eles fizeram 6,2 bilhões de dólares. Eles negaram um de cada três pedidos médicos. Você pagou seu prêmio. Eles negaram seu pedido. Eles ficaram com seu dinheiro. Isso é legal. Isso é normal. Isso é a saúde americana.”

 

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O lucro como sentença de morte

A recusa de um em cada três tratamentos não é uma falha do sistema, mas o seu objetivo central. Quando a saúde é tratada como mercadoria, a vida do paciente passa a ser vista apenas como um custo a ser cortado. A UnitedHealth Group não enriquece oferecendo excelência médica, mas sim criando barreiras burocráticas para impedir que os trabalhadores acessem os hospitais e os medicamentos de que precisam.

Enquanto os executivos e acionistas da corporação dividem os bilhões de dólares acumulados no trimestre, milhares de famílias norte-americanas são empurradas para a falência ou para a morte por falta de atendimento. O modelo dos Estados Unidos é o sonho dourado da burguesia financeira que tenta, a todo custo, destruir sistemas públicos universais em outros países para implementar a mesma barbárie.

A farsa da eficiência privada

A extrema direita e os defensores do livre mercado costumam usar o sistema privado como exemplo de eficiência. No entanto, os números expostos pela denúncia mostram que a única eficiência entregue pelas operadoras de saúde é a capacidade de confiscar a renda da classe trabalhadora. O cidadão paga mensalidades altíssimas e, no momento de maior vulnerabilidade, descobre que o contrato serve apenas para proteger o caixa da empresa.

O caso da UnitedHealth Group serve como um alerta global. Entregar a saúde nas mãos do capital privado significa legalizar a extorsão e transformar o direito à vida em um privilégio para poucos. A barbárie norte-americana é o destino de qualquer nação que permita a privatização de seus direitos fundamentais.

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