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GEOPOLÍTICA

Alckmin quer negociar cotas de exportação de aço com Trump

Pela proposta, Brasil teria isenção da tarifa de 25% imposta pelos americanos até uma certa quantidade de produtos

O vice-presidente Geraldo Alckmin defendeu a criação de cotas de isenção para o aço e alumínio que o Brasil exporta para os Estados Unidos. A ideia é que o país possa vender uma quantidade específica desses produtos sem pagar a taxa de 25% imposta pelo governo norte-americano.  

Alckmin afirmou que vai buscar um acordo com as autoridades dos EUA. “Sempre é bom buscar o ganha-ganha”, disse ele, após um evento no Palácio do Planalto. O vice-presidente destacou que os Estados Unidos têm um superávit comercial de US$ 7,2 bilhões com o Brasil, ou seja, vendem mais do que compram. Além disso, a taxa média de importação do Brasil para produtos norte-americanos é de apenas 2,7%, já que muitos itens, como máquinas e equipamentos, têm alíquota zero.  

“Vamos dialogar para chegar a um bom entendimento. Não é uma guerra tributária, mas uma busca por soluções baseadas no interesse público”, reforçou Alckmin. Ele lembrou que a taxação de 25% não foi direcionada apenas ao Brasil, mas a todos os países.  

Cotas de Isenção  

Durante o primeiro mandato de Donald Trump, os EUA impuseram tarifas sobre aço e alumínio, mas depois concederam cotas de isenção para parceiros como Canadá, México e Brasil. Alckmin quer manter esse benefício. “Isso é parte do cotidiano. Sempre há mudanças tarifárias. O caminho é o diálogo, e vamos buscar a melhor solução com o governo norte-americano”, afirmou.  

Reciprocidade  

Enquanto Alckmin busca negociar, o presidente Lula sugeriu, na semana passada, que o Brasil poderia aplicar a lei da reciprocidade, aumentando as taxas sobre produtos dos EUA. “O mínimo de decência que um governo deve ter é usar a lei da reciprocidade”, disse Lula em entrevista a rádios de Minas Gerais.  

Dados do comércio  

Os EUA são um dos principais parceiros comerciais do Brasil, especialmente no setor de aço. Em 2024, o Brasil foi o segundo maior fornecedor de aço para os EUA, atrás apenas do Canadá. No ano passado, quase metade (49%) do aço exportado pelo Brasil foi para os Estados Unidos, segundo dados do Instituto do Aço Brasil.  

Agora, o desafio é equilibrar os interesses comerciais de ambos os países, buscando soluções que beneficiem os dois lados.  

Fonte: Agência Brasil

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