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assessor de Trump renuncia
Donald Trump, em entrevista a jornalistas na Casa Branca: "Eu não posso trabalhar com quem não acredita que o Irã é uma ameaça". Foto: Reprodução Vídeo Al Jazeera
GEOPOLÍTICA

Assessor de Trump renuncia em protesto por guerra

Chefe de contraterrorismo discorda do que está sendo feito no Irã

Washington – O principal assessor de Trump protesta e renuncia ao cargo de diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo (NCTC) nesta terça-feira (17). Brett Holmgren deixou o posto após manifestar divergências profundas sobre a condução da guerra do Irã. Donald Trump, expoente do neofascismo global, reagiu com desdém à saída do técnico, afirmando que a baixa é “algo bom” para o governo, pois busca agora assessores totalmente alinhados à sua política de agressão no Oriente Médio.

A renúncia de Holmgren expõe uma fratura exposta na comunidade de inteligência dos Estados Unidos. O agora ex-diretor vinha alertando internamente sobre a ausência de uma estratégia de saída e o isolamento diplomático gerado pela política de “pressão máxima”. Trump, no entanto, minimizou o impacto técnico da perda, declarando à rede Al Jazeera que prefere uma equipe com “visão mais forte”, sinalizando uma purga de vozes pragmáticas dentro do Pentágono e da CIA.

Perda de influência global

Analistas internacionais avaliam que o episódio é um sintoma da erosão do poder político de Washington. Para especialistas ouvidos pelo Brasil de Fato, o fato de um assessor de Trump protesta e renuncia indica que a ala profissional da segurança nacional não consegue mais conter os impulsos belicistas da Casa Branca. A substituição de quadros técnicos por figuras ideologicamente leais ao projeto neofascista compromete a precisão das análises de risco e fragiliza a posição estratégica dos EUA frente a aliados e adversários.

A crise administrativa ocorre no momento em que os custos da ofensiva contra Teerã ultrapassam os US$ 12 bilhões. Com o esvaziamento do NCTC, o governo Trump sinaliza que ignorará os alertas sobre as consequências de uma escalada regional. A saída de Holmgren deixa o caminho livre para que o líder neofascista consolide um comando militar sem contrapesos, aumentando as chances de um erro tático fatal no Estreito de Ormuz.

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