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Bolsonaro indica Tarcísio e militares como testemunhas em processo por golpe no STF

Ex-presidente inclui 15 nomes na defesa, como Pazuello e Mourão, e contesta intimação na UTI. Acusação envolve plano para assassinar Lula e Moraes

O ex-presidente Jair Bolsonaro indicou 15 testemunhas de defesa no processo sobre a tentativa de golpe no STF, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e os senadores Mourão e Ciro Nogueira. A lista, entregue nesta segunda (28), surge dias após Bolsonaro ser intimado na UTI do Hospital DF Star, onde se recupera de cirurgia – ato que sua defesa alega ser “ilegal”.

A defesa do ex-presidente, protocolada diretamente da UTI onde ele se recupera de uma cirurgia intestinal, revela a estratégia para enfrentar as graves acusações:

  1. Contestação Processual:
  • Alega vício na intimação (realizada “sob pressão” após live polêmica)
  • Cita risco de vida durante o ato judicial
  1. Eixo da Defesa:
  • Desconexão com os fatos: Afirma que Bolsonaro “nunca determinou ações concretas”
  • Questionamento das provas: Classifica áudios e documentos como “meros debates teóricos”
  1. Articulação Política:
  • Inclusão de Tarcísio e Mourão busca associar o caso a “perseguição ao campo conservador”
  • 3 generais na lista reforçam tese de “legalidade das ações militares”

Dados Críticos:

  • 12 das 15 testemunhas ocupavam cargos federais em 2022
  • 70% dos indicados já foram alvo de outros inquéritos no STF

Entre os arrolados estão:

  • Eduardo Pazuello (ex-Ministro da Saúde)
  • Giuseppe Janino (ex-diretor do TSE)
  • 3 generais (incluindo o Comandante do Exército em 2022)

A defesa argumenta que:

<> A intimação violou o art. 244 do CPC
<> Ignorou recomendações médicas
<> Foi acelerada após live de Bolsonaro da UTI (22/04)

Acusações da PGR

>> Crimes imputados:
• Organização criminosa armada
• Tentativa de golpe
• Plano para assassinar Lula, Alckmin e Moraes

>> Provas citadas:

  • Documento “Punhal Verde-Amarelo”
  • Minuta de decreto golpista

Próximos Passos

  • STF deve marcar audiências de oitivas
  • Testemunhas podem ser convocadas em 30 dias
  • Defesa prepara pedido de nulidade da intimação

LINHA DO TEMPO DO CASO (Processo do STF sobre tentativa de golpe)

Data Evento Detalhe Crítico
2022/Dez Início das investigações PF apreende celulares de militares
2023/Mar PGR denuncia Bolsonaro e 7 aliados Inclui crime de assassinato político
2024/11 Abr  STF torna Bolsonaro réu Turma aceita denúncia por 5×0
12 Abr Bolsonaro passa mal e é hospitalizado  Adia intimação
22 Abr Live de Bolsonaro da UTI STF manda intimar no dia seguinte
23 Abr Intimação no hospital Defesa alega ilegalidade
28 Abr Defesa indica 15 testemunhas Inclui Tarcísio e comandantes militares

COMPARATIVO: ACUSAÇÃO × DEFESA

Tópico Argumentos da PGR Argumentos da Defesa
“Plano Punhal” – Documento detalhava assassinato de Lula, Alckmin e Moraes – “Texto genérico sem conexão com Bolsonaro”
Minuta do golpe – Bolsonaro revisou pessoalmente o decreto para fechar STF e TSE – “Rascunho sem assinatura ou ação concreta”
Reunião pós-eleição – Gravada mostrando elogios a proposta golpista – “Discussão teórica sobre cenários políticos”
Papel dos militares – Generais articularam cerco a quartéis para pressionar intervenção – “Só cumpriam protocolo de segurança institucional”
Live da UTI – Usada como prova de que intimação não prejudicava saúde – “Violação do CPC e risco à vida do paciente”

Dados Cruzados:
> Provas da PGR: 23 áudios, 14 documentos, 17 depoimentos
> Estratégia da Defesa: Focar em falta de materialidade (nenhuma ordem executada)


ANÁLISE JURÍDICA
• PGR: Crimes são “tentativa perfeita” (art. 14, CP)
• Defesa: Alega “delito impossível” (art. 17, CP) por falta de atos concretos

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