A presença de Bolsonaro na UTI do Hospital DF Star transformou a internação do ex-presidente e golpista condenado em um espetáculo de contradições, pressão política e violência. Enquanto o líder do neofascismo no Brasil trata uma pneumonia, seus filhos e aliados usam o episódio para atacar o Supremo Tribunal Federal (STF), exigir prisão domiciliar e incitar agressões contra jornalistas, mesmo com laudos provando que a crise de saúde foi agravada por negligência do próprio paciente.
O roteiro de vitimização esbarra nos fatos. Documentos da Papudinha revelam que, na véspera de ser internado, o extremista caminhou 5 km e recusou medicação para assistir a um jogo de futebol. Agora, segundo o vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), que o visitou no fim de semana, o pai encontra-se “visivelmente muito inchado” pelos antibióticos e “naturalmente irritado”. Carlos usou a visita para engrossar o coro por prisão domiciliar, alegando risco de morte e mirando a pressão no ministro Alexandre de Moraes.
Festa em Rondônia e ameaças a jornalistas
A suposta gravidade do quadro, no entanto, não impediu o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de pular de alegria e sorrir em júbilo durante um comício do PL em Ji-Paraná (RO) no sábado (14). A atitude festiva do filho contrasta com o discurso dramático da oposição no Congresso, que promete “bater pesado” contra a Suprema Corte para forçar a transferência do defensor da tortura e do assassinato para casa.
Enquanto a base política manobra em Brasília, a militância radical atua nas ruas de forma criminosa. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou um vídeo de uma influenciadora atacando jornalistas que cobriam a internação em frente ao hospital. A irresponsabilidade gerou uma onda de violência: profissionais foram ameaçados, duas repórteres sofreram ataques presenciais e fotos de filhos de jornalistas passaram a ser usadas como intimidação.
O cenário de terror levou entidades como Fenaj e Abraji a exigirem proteção policial imediata para a imprensa. Para o clã, ter Bolsonaro na UTI não é apenas uma questão médica; é um palanque para tentar dobrar a Justiça e silenciar quem relata a verdade.






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