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BRASIL

Bolsonaros partem para chantagem: impunidade ou caos

Depois de tentar queimar o país com sanções, a família Bolsonaro agora exige anistia e a cabeça de um ministro do STF, ou prometem mais terror

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou nesta terça-feira (5/8) uma ideia que choca pelo nível estratosférico de cinismo e desfaçatez: um tal “pacote da paz”. Mas não se engane. Isso não é sobre paz. É uma chantagem aberta e descarada da família Bolsonaro contra o Brasil. Depois de tentar trair o país, articulando sanções econômicas dos Estados Unidos, eles agora sobem o tom. A mensagem é simples e assustadora: ou o Congresso faz o que eles querem – anistia para os golpistas e o afastamento de um ministro que os investiga – ou eles prometem continuar “tocando o terror” na nação. Por que isso é importante? Porque é uma ameaça direta à democracia, à justiça e à capacidade do Brasil de seguir em frente.

Como chegamos a esse ponto? Essa manobra suja vem logo depois que o ex-presidente Jair Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar por desrespeitar a justiça. O filho, Flávio, agiu rápido. Disse que o tal pacote traria “solução para os problemas do Brasil”. Mas a verdade é outra. É uma tentativa desesperada de salvar a própria pele e a de quem atacou a democracia. Eles querem limpar a barra de quem foi condenado pelos atos de 8 de janeiro e tirar do caminho o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que está à frente das investigações. É um movimento para desviar o foco da responsabilidade de quem tentou quebrar o país.

Flávio Bolsonaro soltou a frase: “Não tem mais condições de nós não apreciarmos a anistia no plenário do Congresso, na Câmara e no Senado. Uma anistia ampla geral e irrestrita, que hoje não acontece porque há ameaças ao Congresso Nacional de que, se nós votarmos essa matéria, ela será declarada inconstitucional, e não é. É uma competência privativa do Congresso Nacional e nós temos que resgatar a independência dos Poderes. Portanto, é uma exigência nossa que se paute a anistia.”

Essa fala, que nem parece séria, é na verdade um blefe. Chamar de “ameaça” a ideia de que a anistia seja declarada inconstitucional é desrespeitar o trabalho da Justiça. Ele sabe que uma anistia para golpistas é um tapa na cara da Constituição. O que ele realmente quer é resgatar a impunidade, não a independência dos Poderes.

Entre as medidas desse “pacote”, além da anistia total para quem quebrou Brasília no 8 de janeiro e o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, Flávio incluiu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Fim do Foro Privilegiado. Parece uma boa ideia, não é? Mas, nesse contexto, é pura cortina de fumaça. É para disfarçar as intenções verdadeiras. Afinal, o próprio Flávio Bolsonaro já foi beneficiado pelo foro privilegiado em investigações sobre a “rachadinha”. É a hipocrisia em pessoa, usando uma pauta que agrada ao povo para passar medidas que só interessam a eles.

A mensagem é clara e preocupante: a família Bolsonaro, que já mostrou seu desprezo pelo Brasil ao pedir sanções econômicas, agora se sente no direito de impor suas vontades. O “pacote da paz” é, na verdade, um aviso. Se as exigências de impunidade e de enfraquecimento da Justiça não forem atendidas, eles prometem continuar com a tática de obstrução, gerando instabilidade e crises no Congresso e no país. É uma afronta direta ao Estado de Direito, uma tentativa de dobrar nossas instituições pela força da chantagem.

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