O BrLab chega à 15ª edição com uma programação gratuita que espalha cinema, debate e formação por São Paulo, Brasília e Recife entre abril e maio de 2026. O evento se vende como espaço de desenvolvimento audiovisual na América Latina, mas seu destaque real está na combinação entre exibição, mercado e reflexão sobre os rumos do setor.
A abertura será em 7 de abril, às 20h, no CineSesc, com a exibição de “Hiedra”, de Ana Cristina Barragán. A mostra reúne obras brasileiras e latino-americanas que circularam em festivais como Veneza, Berlim, Cannes, San Sebastián, Brasília e Lima. Entre os títulos estão “A Natureza das Coisas Invisíveis”, “Levante”, “Mato Seco em Chamas”, “O Empregado e o Patrão”, “Chico Ventana Também Queria Ter um Submarino” e “Diógenes”.
As sessões ocupam espaços como Cinemateca Brasileira, CineSesc, Cinusp, Cine Olido, Espaço Petrobras de Cinema, Matilha Cultural, CineHub e Livraria Megafauna, além do Cine Brasília e do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco. O desenho da programação reforça a ideia de circulação descentralizada, embora siga concentrado em equipamentos culturais já consolidados.
Um dos núcleos mais fortes é o BrPlot, dedicado ao roteiro, que nesta edição trabalha o tema “Silêncios e Silenciamentos”. A proposta é discutir memória, ausência, true crime, melodrama e streaming, num recorte que tenta ligar criação artística e leitura política do presente.
A novidade fica por conta do Think Tank Petrobras, espaço de encontros e debates com curadoria de Ariene Ferreira. O eixo vai tratar de roteiro, produção, inteligência artificial, políticas públicas e direção de arte. A abertura será conduzida por Norma Cuadros, em mais uma tentativa de aproximar reflexão industrial e criação audiovisual.
No fim, o BrLab reafirma seu papel como vitrine e oficina de bastidores do cinema latino-americano. É um festival que não se limita à tela: quer discutir como se faz, como se distribui e quem decide o futuro do audiovisual.
Mostra de Filmes BrLab
“Ainda Não É Amanhã” – Milena Times (Brasil)
“Amor, Plástico e Barulho” – Renata Pinheiro (Brasil)
“A Morte Habita à Noite” – Eduardo Morotó (Brasil)
“A Natureza das Coisas Invisíveis” – Rafaela Camelo (Brasil)
“Chico Ventana Também Queria Ter um Submarino” – Alex Piperno (Uruguai)
“O Empregado e o Patrão” – Manuel Nieto Zas (Uruguai)
“Desterro” – Maria Clara Escobar (Brasil)
“Diógenes” – Leonardo Barbuy La Torre (Peru)
“Hiedra” – Ana Cristina Barragán (Equador)
“Hijo Mayor” – Cecilia Kang (Argentina)
“La Piel en Primavera” – Yennifer Uribe Alzate (Colômbia)
“Levante” – Lillah Halla (Brasil)
“La Hija Cóndor” – Álvaro Olmos Torrico (Bolívia)
“Mato Seco em Chamas” – Adirley Queirós e Joana Pimenta (Brasil)
“O Lobo Atrás da Porta” – Fernando Coimbra (Brasil)
“O Livro dos Prazeres” – Marcela Lordy (Brasil)
“Os Primeiros Soldados” – Rodrigo de Oliveira (Brasil)
“Praia Formosa” – Julia De Simone (Brasil)
“Represa” – Diego Hoefel (Brasil)
“Rifle” – Davi Pretto (Brasil)
“Sinfonia da Necrópole” – Juliana Rojas (Brasil)
“Vento Seco” – Daniel Nolasco (Brasil)
Serviço
BrLab – 15ª edição
São Paulo: 7 a 14 de abril de 2026
Brasília: 14 a 16 de abril de 2026
Recife: 4 a 8 de maio de 2026
A programação completa pode ser consultada no site oficial do evento.






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