Fãs do Studio Ghibli, conhecido por filmes como A Viagem de Chihiro e Meu Vizinho Totoro, estão usando ferramentas de inteligência artificial (IA) para transformar memes e fotos pessoais em imagens que imitam o estilo do lendário diretor Hayao Miyazaki. A moda, impulsionada por uma nova função do ChatGPT, viralizou nas redes sociais, mas reacendeu debates sobre ética, direitos autorais e o impacto da IA na arte.
Como funciona a “Ghiblificação”
A ferramenta de geração de imagens do ChatGPT permite que usuários carreguem fotos e as convertam para o estilo visual do Studio Ghibli. Entre os exemplos populares estão:
- Mali, uma gata ragdoll alemã, transformada em personagem de anime semelhante aos felinos dos filmes de Miyazaki.
- O atirador olímpico Yusuf Dikec, retratado com traços que lembram protagonistas clássicos do estúdio.
- O meme “Disaster Girl”, ganhando a atmosfera mágica e melancólica típica do Ghibli.
Janu Lingeswaran, dono de Mali, afirmou estar “apaixonado” pelo resultado e planeja pendurar a imagem em casa. A OpenAI, criadora do ChatGPT, incentivou a tendência, chamando-a de “homenagem encantadora” ao estúdio.
Como fazer?
Basta carregar uma imagem no ChatGPT e depois inserir um prompt bem objetivo: “gere uma versão Studio Ghibli para essa imagem“.

Preocupações éticas e a posição de Miyazaki
Apesar do entusiasmo dos fãs, a ferramenta levantou críticas. A OpenAI enfrenta processos por usar dados protegidos por direitos autorais para treinar suas IAs. Em documento técnico, a empresa afirmou adotar uma “abordagem conservadora”, bloqueando a imitação de artistas vivos individualmente, mas permitindo estilos de estúdios.
Hayao Miyazaki, de 84 anos, já expressou ceticismo sobre a IA. Em 2016, ao ver uma demonstração de animação gerada por IA que incluía movimentos “grotescos” de um corpo contorcido , declarou-se “enojado”. Ele relacionou a cena à luta diária de um amigo com deficiência física: “Quem cria isso não entende a dor humana”.
O Studio Ghibli, por sua vez, não comentou a tendência.






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