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cinismo de Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro: atolado numa operação de R$ 139 milhoes com Vorcaro, ele ataca o PT. Foto: RS/Fotos Públicas
BRASIL

Pego em áudio com Vorcaro, Flávio tenta atacar PT

Hipocrisia explícita: Bolsonaro celebra ação da PF

O senador neofascista Flávio Bolsonaro (PL-RJ) protagonizou um espetáculo grotesco de cinismo nesta quinta-feira (18), em São Paulo, ao usar a operação da Polícia Federal (PF) contra o líder do governo, Jaques Wagner (PT-BA), para atacar o Partido dos Trabalhadores. Durante o lançamento de seu programa de segurança pública, o parlamentar classificou a ação como um “alento”, ignorando convenientemente que ele próprio está atolado até o pescoço no mesmo escândalo financeiro.

A Operação Compliance Zero, que mira indício de propina recebida por Wagner, investiga o falido Banco Master, do ex-banqueiro corrupto Daniel Vorcaro. O absurdo da declaração de Flávio reside no fato de que o próprio senador bolsonarista foi flagrado em áudios pedindo dinheiro a Vorcaro para supostamente financiar um filme sobre seu pai, o golpista condenado Jair Bolsonaro. O “irmão” de Vorcaro agora tenta posar de paladino da moralidade, usando a investigação contra o PT como cortina de fumaça para seus próprios crimes.

O cinismo da extrema direita e a PF livre

“O PT da Bahia acaba de ser implodido pela Polícia Federal com operação contra o líder do governo do PT no Senado Federal, Jaques Wagner. Isso é um alento de que a impunidade vai ser combatida”, declarou Flávio Bolsonaro, apostando na amnésia coletiva. A tentativa de capitalizar politicamente em cima da operação esbarra na realidade dos fatos.

O que o senador de extrema direita finge não ver é que a investigação contra Jaques Wagner prova exatamente o oposto do que o bolsonarismo praticava. Sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a Polícia Federal atua com total autonomia, investigando até mesmo o líder do governo no Senado. Não há troca de delegados, não há sigilos de cem anos e não há interferência política para proteger familiares e aliados, métodos que eram a marca registrada da gestão Bolsonaro para blindar Flávio na investigação de roubo de dinheiro público (peculato) no caso das rachadinhas, e seus irmãos.

Para a classe trabalhadora, o teatro da burguesia fascista é evidente. O capital financeiro corrompe o Estado em todas as frentes, mas a extrema direita só enxerga a corrupção quando lhe convém. Flávio Bolsonaro tentar dar lição de moral no caso do Banco Master, enquanto tem áudios implorando por dinheiro do dono do banco, é a prova definitiva de que o neofascismo se alimenta da hipocrisia.

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