O Conselho de Segurança das Nações Unidas convocou uma reunião de emergência neste domingo (22), após o ataque dos Estados Unidos a três instalações nucleares no Irã, para discutir as ameaças à paz e à segurança internacionais. A solicitação foi feita pelo ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, que pediu formalmente ao Conselho a convocação do encontro para condenar os ataques e responsabilizar o governo dos EUA pela violação das normas internacionais.
“A República Islâmica do Irã apela ao Conselho de Segurança para que convoque uma sessão de emergência para condenar inequivocamente o ato criminoso de agressão dos Estados Unidos contra o Irã e para responsabilizar o governo de Washington pelas violações dos princípios da Carta das Nações Unidas e do direito internacional”, afirmou Araqchi.
A reunião será realizada em Nova York, às 16h (horário de Brasília), com transmissão pela TV da ONU. Esta é a terceira vez que o Irã solicita uma reunião desde o ataque, que teve início com os ataques de Israel ao Irã. As duas reuniões anteriores, realizadas no dia 13 de maio e em 16 de maio, não resultaram em resoluções ou declarações conjuntas.
Durante discurso em Istambul (Turquia), Araqchi destacou que o Irã manterá todas as opções abertas para defender sua segurança e soberania. “A República Islâmica do Irã continuará a defender seu território e povo por todos os meios necessários, não apenas contra a agressão militar dos EUA, mas também contra as ações ilegais e imprudentes do regime israelense“, declarou.
O ministro também afirmou que o ataque dos EUA às instalações nucleares iranianas ultrapassou uma “enorme linha vermelha” e que, enquanto o país estiver sob ataque, não será possível retornar às negociações diplomáticas. O Irã, segundo Araqchi, só considerará a diplomacia após uma resposta aos ataques dos EUA.
Além disso, Araqchi anunciou que viajará à Rússia, parceiro estratégico do Irã, para se encontrar com o presidente Vladimir Putin nesta segunda-feira (23). Durante sua visita, ele discutirá os desdobramentos da situação e buscará apoio para a posição do Irã.
O ministro iraniano também pediu à Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que se reúna imediatamente para responder ao ataque dos EUA às instalações nucleares pacíficas do Irã, que estão sob a monitoria da agência. “Apelamos ao Conselho da AIEA para que se reúna e cumpra sua responsabilidade legal em resposta ao perigoso ataque dos EUA”, acrescentou.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou em sua rede social Truth Social que os ataques a Fordow, Natanz e Esfahan destruíram as principais instalações nucleares do Irã, com o uso de bombas destruidoras de bunkers. Ele destacou que os ataques foram parte de uma escala crescente no conflito no Oriente Médio.
Em resposta, o Irã lançou uma grande quantidade de mísseis contra Israel, atingindo Tel Aviv, a capital financeira de Israel. O ataque causou ferimentos em dezenas de pessoas e destruiu vários prédios comerciais, intensificando a crise na região.
Fonte: Agência Brasil






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